NO BRASIL

Campanha nacional contra o sarampo começa nesta segunda, 7

A meta do Ministério da Saúde é vacinar 2,6 milhões de crianças na faixa prioritária e 13,6 milhões adultos

Reprodução

A Campanha Nacional de Vacinação contra o Sarampo começa hoje, 7, em todos os postos de saúde do país. Dois grupos de pessoas estão no alvo da nova campanha. O primeiro grupo é formado por crianças de seis meses até menores de 5 anos, cuja a vacinação vai desta segunda-feira até 25 de outubro, com o Dia D no dia 19.

O segundo grupo, com faixa etária de 20 a 29 anos e que não estão com a caderneta de imunização em dia, a vacinação está prevista para iniciar no dia 18 de novembro. A meta do Ministério da Saúde é vacinar 2,6 milhões de crianças na faixa prioritária e 13,6 milhões adultos. Para isso, a pasta garantiu a maior compra de vacinas contra o sarampo dos últimos 10 anos.

Dia D de mobilização da Campanha Nacional de Vacinação contra a Poliomielite e Sarampo. Ao todo, 60,2 milhões de doses da tríplice viral foram adquiridas para garantir o combate à doença nos municípios.

“Vacina é um direito da criança. Ela não consegue ir sozinha a uma unidade de saúde para se vacinar. Pais, responsáveis, avós chequem a carteira de vacinação como ato de respeito e de amor”, disse o ministro da Saúde, Luiz Henrique Mandetta.

Se estiver incompleta, leve a criança para tomar a segunda dose. Se a criança não tiver tomado nenhuma, ela deve tomar a primeira dose e, na sequência, a segunda, explicou o ministro.

Para incentivar a vacinação de crianças, o ministério disponibilizará R$ 206 milhões destinados aos municípios que cumprirem duas metas estabelecidas pelo ministério. Para receber esse recurso adicional, os gestores terão que informar mensalmente o estoque das vacinas poliomielite, tríplice viral e pentavalente e atingir 95% de cobertura vacinal contra o sarampo em crianças de 1 a 5 anos de idade com a primeira dose da vacina tríplice viral.

Desde o início do ano, a pasta distribuiu 25,5 milhões de doses da vacina tríplice viral para garantir a todos os estados a vacinação de rotina, as ações de interrupção da transmissão do vírus e a dose extra chamada de dose zero a todas as crianças de seis meses a 11 meses e 29 dias.

Vacinar contra o sarampo é importante para evitar complicações como cegueira e infecções generalizadas que podem levar a óbito. Por isso, o governo federal em parceria com os estados e municípios estão unindo esforços para vacinar 39,9 milhões de brasileiros, 20% da população, que hoje estão suscetíveis ao vírus do sarampo, de acordo com o Ministério da Saúde.

Apesar da faixa etária de 20 a 29 anos concentrar a maior parte desses brasileiros (35%), são os menores de 5 anos o grupo mais suscetível para complicações do sarampo.

Dados 

No levantamento divulgado até o dia 28 de agosto, o Brasil registrou 5.404 casos confirmados de sarampo e seis mortes, sendo quatro delas de pacientes menores de 1 ano. Dos casos confirmados nesse período, 97% (5.228) estão concentrados em 173 municípios do estado de São Paulo, principalmente na região metropolitana. Os outros 176 casos foram registrados em 18 estados: Rio de Janeiro, Minas Gerais, Maranhão, Paraná, Piauí, Santa Catarina, Rio Grande do Sul, Ceará, Mato Grosso do Sul, Paraíba, Pernambuco, Pará Rio Grande do Norte, Espírito Santo, Goiás, Bahia, Sergipe e Distrito Federal.

Os outros 176 casos foram registrados em 18 estados: Rio de Janeiro, Minas Gerais, Maranhão, Paraná, Piauí, Santa Catarina, Rio Grande do Sul, Ceará, Mato Grosso do Sul, Paraíba, Pernambuco, Pará Rio Grande do Norte, Espírito Santo, Goiás, Bahia, Sergipe e Distrito Federal.

No Maranhão

Campanha de vacinação já começou na capital maranhense

Na capital o combate à doença já começou. O sábado (5) foi dia de vacinação, promovida pela Prefeitura de São Luís, em shoppings da cidade para imunizar as crianças de seis meses a menores de 5 anos. A ação, coordenada pela Secretaria Municipal de Saúde (Semus), reforçou a nova campanha nacional de vacinação do Ministério da Saúde para o combate à doença. 

O trabalho nos shoppings, segundo a Prefeitura, é uma das estratégias utilizadas para alcançar o público-alvo em campanhas como esta e para fazer com que mais pais possam levar as crianças para imunizar. Para a vacinação é indispensável a apresentação da carteirinha.

Para a comerciária Almerinda Francisco Silva, é importante que a criança seja vacinada para evitar todo tipo de doença que possa ser controlada.

“Eu tenho 4 filhos e todos foram vacinados direitinho, com a carteirinha em dias. Agora estou trazendo a minha neta. Acho importante as pessoas levarem seus filhos. As campanhas estão aí e está tudo tão acessível”, disse ela.

Nos últimos 90 dias, o Brasil registrou 5.404 casos confirmados de sarampo. De acordo com o novo boletim epidemiológico do Ministério da Saúde, divulgado nesta sexta-feira (04), 97% (5.228) dos casos estão concentrados em 173 municípios do estado de São Paulo. Os outros 176 casos foram registrados em dezessete estados, além do Distrito Federal: Rio de Janeiro, Minas Gerais, Maranhão, Paraná, Piauí, Santa Catarina, Rio Grande do Sul, Ceará, Mato Grosso do Sul, Paraíba, Pernambuco, Pará, Rio Grande do Norte, Espírito Santo, Goiás, Bahia e Sergipe.

Foram confirmados seis óbitos por sarampo no Brasil, sendo cinco em São Paulo e um em Pernambuco. Quatro mortes ocorreram em crianças menores de 1 ano e dois em adultos com 31 e 42 anos.

Dados do Governo do Maranhão, por meio da Secretaria de Estado da Saúde (SES), registrou, até o dia 13 de setembro, 4 casos de sarampo no estado. Os três primeiros casos confirmados da doença foram registrados em Vitorino Freire, uma mulher de 40 anos, vinda de São Paulo; em Lago da Pedra, um bebê de 8 meses; em São Luís, um homem de 33 anos, vindo de Santos (SP); e uma criança, de sete meses, do município de Caxias, sem histórico de vacina. Em todos os casos, as pessoas não eram vacinadas.

A superintendente de Epidemiologia e Controle de Doenças da SES, Léa Márcia Melo, alerta que as crianças são as mais suscetíveis às complicações por sarampo.

“A recomendação é que seja intensificada a vacinação do público mais vulnerável: as crianças menores de cinco anos. É a vacina que vai proteger contra uma possível infecção. 

O estado está dando todo apoio à vigilância municipal, além das capacitações já realizadas com os técnicos e agentes de saúde”, frisou.

Cobertura vacinal

A maior incidência de casos de sarampo vem ocorrendo em crianças menores de um ano. De acordo com dados registrados no Sistema de Informações do Programa Nacional de Imunizações (SIPNI), a Unidade Regional de São Luís, formada por São Luís, São José de Ribamar, Paço do Lumiar, Raposa e Alcântara, tem a menor cobertura vacinal entre as unidades regionais de saúde maranhenses no período de janeiro a julho deste ano.

Em relação à primeira dose da tríplice viral (sarampo, caxumba e rubéola), ministrada em crianças de 12 meses, a URS de São Luís só registrou 4.897 doses aplicadas, ou seja, 39,53% da meta proporcional ao período (12.389). 

A cobertura registrada da segunda dose da vacina (15 meses de idade) da URS de São Luís foi de 28,44% (3.523 doses) da meta estipulada (12.389).

Em São Luís, para além da campanha e das ações extras realizadas, a Secretaria Municipal de Saúde disponibiliza, de segunda a sexta-feira, das 8h às 17h, nas unidades de saúde da rede, a vacina tríplice viral, que protege contra sarampo, rubéola e caxumba. O objetivo é imunizar, de forma permanente, o público-alvo.

A transmissão do vírus ocorre de pessoa a pessoa, por via aérea, ao tossir, espirrar, falar ou respirar. O sarampo é tão contagioso que uma pessoa infectada pode transmitir para 90% das pessoas próximas que não estejam imunes. 

A transmissão pode ocorrer entre 4 dias antes e 4 dias após o aparecimento das manchas vermelhas pelo corpo.

O Ministério da Saúde chama a atenção para a necessidade da segunda dose. A cobertura da primeira dose é de 92%. 

Já a da segunda dose cai para 80%. Cerca de 39 milhões de brasileiros de 1 a 49 anos não são vacinados ou tomaram apenas a primeira dose, não estando imunizados.

Sintomas – Os principais sintomas da doença são febre acompanhada de tosse; irritação nos olhos; nariz escorrendo ou entupido; e mal-estar intenso. 

Podem aparecer outros sinais e sintomas, como manchas vermelhas no rosto e atrás das orelhas que vão se espalhando pelo corpo. (P.C)

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