De acordo com o estudo realizado pelo Instituto Nacional do Câncer (Inca), em parceria com o Ministério da Saúde, cerca de 8.800 novos casos de câncer podem surgir nos próximos anos no Maranhão. Ainda segundo a estimativa, nos próximos dois anos, serão cerca de 1.500 novos casos do câncer de mama, que possui a maior incidência em São Luís. Além disso, até 2019, são esperados cerca de dois mil pacientes com câncer no colo do útero.
“A estimativa é que nós tenhamos cerca de 8.800 casos mais ou menos, de todos os tipos de câncer, entre masculinos e femininos. É um número que, comparado com a estimativa nacional, parece ser tímido, mas, considerando a população maranhense, é um número expressivo”, explica José Guará, presidente da Sociedade Brasileira de Mastologia do Maranhão.
Os pesquisadores afirmam que cerca de 1/3 dos tipos de câncer podem ser evitados, principalmente por meio da mudança de hábitos já que, em muitos casos, o câncer é o resultado de comportamentos que não são saudáveis. A mudança no estilo de vida pode ajudar a prevenir até 20% dos casos.
“Hábitos de vida simples, como atividade física e evitar a obesidade, evitar a ingestão de bebida alcoólica, evitar o tabagismo, são medidas que realmente têm impacto importante. Não é só porque a gente acredita que isso seja um fator de risco para doenças crônicas, mas de fato reduz a chance de morrer por câncer”, afirma José Guará.
Há dois anos, a funcionária pública Mariana Feitosa descobriu que tinha câncer quando ele já havia se espalhado para outro órgão. Realizou duas cirurgias, várias sessões de quimioterapia, mas nunca deixou que a doença mudasse sua rotina e nem que os efeitos colaterais lhe causassem medo.
“Depois que eu falei para a família e os meus amigos mais próximos, pra mim, aquilo ali era só um momento que ia passar, mas eu sabia que eu ia sair daquela situação. E em momento algum eu fui dominada pelo medo, pela dúvida se eu ia conseguir ou não. Porque eu tinha certeza que ia ser curada”, relata Mariana.
Após o fim do tratamento, Mariana realiza agora o controle da doença através de consultas e exames de rotina. Para ela, a experiência que poderia ter sido um trauma a tornou mais forte. “Eu digo que o câncer foi um deserto e, assim como qualquer deserto, quando você sai dele, você é outra pessoa, porque você aprende com as coisas difíceis que acontecem na sua vida. O câncer me fez ser uma pessoa muito mais forte, a família, os amigos também. Então, tudo conspirou para que hoje a minha vitória chegasse”, conta.