PORTO DO ITAQUI

Porto do Itaqui não será privatizado

Porto do Itaqui não deverá ser privatizado, segundo disse o Ministro dos Transportes em sua estada no Maranhão

Foto: Reprodução

O ministro da Infraestrutura,Tarcísio Freitas, foi questionado no último fim de semana sobre a boataria relativa à privatização do Porto do Itaqui, administrado pela Emap, do governo do Maranhão. Ele disse que existem oito portos no Brasil que são prejuízo ao governo, alguns sem recursos nem para pagar a folha de pessoal. Esses serão privatizados, o que não é o caso do Itaqui, no qual só a iniciativa privada tem investimentos superiores a R$ 1 bilhão.

O governo federal pretende interligar a ferrovia Norte-Sul com a outra que demanda de Mato Grosso, o que vai permitir aumento substancial de escoamento de grãos, do estado maior produtor do Brasil, pelo Porto do Itaqui. Hoje, segundo Carlos Brandão, o Itaqui conta com quatro armazéns de 125 mil toneladas, mas que vai receber investimentos para construção de mais oitos armazéns, ficando com 12 do mesmo tamanho dos atuais.

Estradas

Ao visitar sexta-feira parte da duplicação da BR-135, entre o Estreito dos Mosquitos, em Bacabeira, e Miranda do Norte, o ministro da Infraestrutura, Tarcísio Freitas ouviu da bancada federal – deputados e senadores –, reclamações sobre praticamente todas as obras que a pasta dele realiza no Maranhão, em rodovias. São, no total 3.700 km de malha rodoviária federal no Estado, dos quais, 3.500 km estão asfaltados, algumas dessas vias com problemas agravados em razão das chuvaradas deste ano. Só a BR-135 recebe uma média diária de mil carretas, quase todas transportando cargas com sobrepeso, por falta de controle de balanças.  Tal fato provoca danos à camada asfáltica. Na época de escoamento da safra de grãos, o numero de carretas dobra, para dois mil diários, segundo informou o vice-governador Carlos Brandão. Ele conversou em particular com o ministro e expôs essa e outras situações, como a discriminação do Maranhão no valor do orçamento do Ministério para recuperação das rodovias, que ficou com apenas um terço, em comparação com os demais estados do Nordeste, desde o governo Michel Temer.

Os problemas da BR-135 estão por toda parte, no trecho maranhense. A duplicação do Campo de Periz, que durou quase 10 anos, ficou incompleta, pois a parte da entrada em São Luís permanece em estado calamitoso, de tantos buracos. O trecho de Periz de Baixo até a entrada da BR-402, em Rosário, é de baixa qualidade, mesmo tendo custado a fabulosa soma de R$ 503 milhões. Existe ainda uma pendência no trecho, considerado área ambiental, perto de Santa Rita. A licença concedida pela Secretaria do Meio Ambiente foi questionada pelo Ministério Público Federal.

Territórios quilombolas

São 40 quilômetros da duplicação da BR-135, que cruzam a área habitada por 23 comunidades quilombolas, as quais precisam ser ouvidas e terem seus direitos reparados, pela interferência da rodovia. O outro trecho, entre Entroncamento e Miranda do Norte está em semiparalisada pela construtora do empresário Luciano Lobão, filho do ex-senador Edison Lobão. O TCU teria encontrado irregularidades. Assim também, a mesma empreiteira que ganhou a licitação de 100 quilômetros da BR-226, entre Presidente Dutra e Timon, só 25 quilômetros e o resto está abandonado.Todos esses problemas foram levados ao conhecimento do ministro pelos deputados e senadores. Eduardo Braide chegou a fazer um pronunciamento na Câmara, cobrando providências, a exemplo de outros parlamentares, como a senadora Eliziane Gama, que participou da visita dele à BR-135. Ficou acertado que o Ministério de Tarcísio vai verificar os projetos e o andamento das obras. A empresa que não cumprir o contratado será considerada inidônea, ficando banida de participação em obras federais.

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