Procon

Deputado critica faculdade líder em reclamações de consumidores

Duarte Júnior classificou de façanha a liderança negativa da Faculdade Pitágoras por conta do número de alunos

Reprodução

O deputado estadual e presidente da Comissão Parlamentar de Direitos Humanos, Duarte Júnior, se manifestou sobre o ranking divulgado pelo Procon Maranhão na última segunda-feira (11) que apontou a Faculdade Pitágoras como a empresa com o maior número de reclamações de consumidores no Maranhão em 2018.

“De forma impressionante, a Faculdade Pitágoras, que tem menos de 20 mil alunos, conseguiu ficar na frente de empresas que têm milhões de consumidores, como Banco do Brasil e Cemar. Realmente é uma façanha que precisa ser combatida. Isso é um verdadeiro absurdo porque essa instituição cobra e cobra caro, para prestar um serviço de educação, que é um direito social fundamental que todos nós temos”, ressaltou o deputado.

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A faculdade ficou à frente de empresas tradicionalmente muito reclamadas como o Banco do Brasil e a Cemar. Divulgado com base no artigo 44 do Código de Defesa do Consumidor, o ranking é elaborado com dados do Sistema Nacional de Informações de Defesa do Consumidor (Sindec).

Já processada diversas vezes pelo Procon e pela Defensoria Pública, o Pitágoras acumula como principais reclamações a demora no atendimento, falhas no sistema online e não oferta de disciplinas no período correto, além da oferta não prevista de muitas disciplinas na modalidade de ensino a distância.

“Aqui no Maranhão nós não vamos permitir que prestem um serviço de péssima qualidade, mercantilizando a educação, trocando professor por ensino a distância sem qualidade”, completa Duarte.

Diante desse cenário educacional caótico promovido pela Faculdade Pitágoras, Duarte Jr. propôs, em plenária, duras medidas contra a instituição: “Nós deputados precisamos nos unir e buscar realizações ainda mais efetivas para que essa instituição seja processada com base na lei. E se não tiver condições de prestar um serviço educacional como o cidadão maranhense precisa e merece, que ela seja proibida de realizar novas matrículas”.

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