CIÊNCIA E TECNOLOGIA

Repasse de Alcântara para EUA está bem adiantado, afirma ministro de Bolsonaro

O objetivo é criar uma espécie de aeroporto espacial no Maranhão, com aluguel de lançamento de satélites

Ministro da Ciência e Tecnologia, Marcos Pontes, durante entrevista coletiva no CCBB (Marcelo Camargo/Agência Brasil)

O acordo com os Estados Unidos para uso do Centro de Lançamentos de Alcântara, no Maranhão, está bem adiantado e respeitará cem por cento a soberania nacional. A declaração, feita nesta sexta-feira (11), é do ministro Marcos Pontes, da pasta de Ciência, Tecnologia, Inovações e Comunicações.

Segundo informações do jornal paulista Folha de S.Paulo, este acordo do Brasil com os EUA é considerado por setores da Força Aérea Brasileira (FAB) como importante impulso para um programa espacial nacional. O objetivo é conseguir colocar satélites em órbita, técnica hoje dominada por um clube restrito de não mais que dez países, e comercializar bases de lançamento de satélites para países estrangeiros. Estimativas da FAB apontam que ganho poderia ser de R$ 140 milhões anuais.

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“Nós temos o acordo de salvaguardas sendo trabalhado com os Estados Unidos. Isso está bem adiantado. Não tem ainda uma expectativa de data para terminar, mas está bem adiantado. Esse acordo vai ser importante para dar prosseguimento na operacionalização do Centro”, disse o ministro Pontes nesta sexta-feira.

A Base de Alcântara serviria então como um “aeroporto de satélites”, com venda de vagas para decolagem não de aviões, mas de foguetes orbitais levando satélites. Para isso, seria criada uma empresa pública, chamada de Alada, a um custo inicial de R$ 1 milhão. A ideia é ter maior agilidade para fechar contratos com estrangeiros, arrecadar taxas e reinvestir o valor no programa espacial, reduzindo a burocracia e contornando a lei de licitações.

Indagado pelo jornal Folha de S.Paulo se a soberania nacional será resguardada, o ministro disse que sim: “Cem por cento. Nos termos do acordo”. O pacto ainda deverá ser aprovado pelo Congresso Nacional.

Marinha também fala sobre Alcântara

O comandante da Marinha do Brasil, Ilques Barbosa Junior, disse nesta semana que a Base é um assunto que interessa à ciência e aos brasileiros. “Nós precisamos de satélites para fazer com mais agilidade a transmissão de informações. Estamos lutando para recuperar um tempo perdido muito grande. Estamos lutando junto com a Força Aérea para benefício de todos”, afirmou.

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