MUDANÇA NA LEI

Maranhenses comentam flexibilização do porte de armas

O Imparcial conversou com nove pessoas para saber o que acharam da nova medida presidencial; E você, é contra ou a favor da liberação da posse de armas?

Esta terça-feira (15) foi marcada pela publicação de uma medida do presidente Jair Bolsonaro que altera as regras do posse de armas de fogo. Agora, o cidadão poderá ter até quatro armas em sua residência ou no local em que trabalha – desde que seja o proprietário do estabelecimento.

A posse de arma é diferente do porte, que permite o uso de armas na rua. O texto do decreto permite a posse a cidadãos de áreas urbanas com taxa de homicídio de 10 a cada 100 mil habitante por ano e habitantes de zonas rurais.

Quem quiser tirar sua licença, precisa cumprir certos requisitos como não ter antecedentes criminais, ter mais de 25 anos, ter curso de tiro e comprovar a existência de um cofre ou lugar seguro para armazenar o equipamento.

Segundo o ministro chefe da Casa Civil, Onyx Lorenzoni, todo e qualquer cidadão e cidadã tem direito de ir até uma delegacia da Polícia Federal, levar documentos, pedir autorização, adquirir uma arma e ter a posse dela.

Em meio à medida polêmica, O Imparcial conversou com nove pessoas para saber a opinião que o maranhense tem sobre o assunto. E você, é contra ou a favor da liberação da posse de armas?

“Sou contra. Acho que vai aumentar as mortes. As pessoas andam com os nervos tão à flor da pele que com uma arma vão sair matando. Eu não compraria arma. Às vezes você morre por acidente com sua própria arma” – Maria Jose, 35 anos, auxiliar de limpeza

Maria Jose é contra a medida (Alan Azevedo / O Imparcial)

“Sou a favor, vai inibir o crime. É uma força a mais para o cidadão. O ladrão vai pensar duas vezes antes de querer roubar. Mas sou contra expandir o posse de arma para a rua. Já pensou todo mundo andar com arma na rua, ainda mais no trânsito?” – Wander Silva, 38 anos, segurança

“Não compraria arma. Quem possui arma em casa está sujeito a violência. Talvez a medida diminua um pouco a violência, mas não é a solução, não é o caminho. Tem que reforçar o Código Penal” – Celso Rogério, 50 anos, comerciante

“Sou a favor porque os cidadãos de bem estão desarmados e os bandidos estão armadas para a guerra. Mas, para mim, é a população de bem que pode ter arma, não pode ter antecedente. Sou a favor de um processo de licença restrito” – Eliane Santos, 58 anos, comerciante

“É uma faca de dois gumes. De uma lado você arma a população, mas pode acabar armando bandido também. Eu não compraria arma. Pode intimidar o bandido, mas pode atrair também” – Eduardo Araújo, 58 anos, aposentado

Patrícia Barbosa perdeu uma prima em acidente com arma de fogo (Alan Azevedo / O Imparcial)

“Sou contra, é um retrocesso. Arma em casa oferece riscos de acidente doméstico e com criança. Já tive casos assim na família. Meu primo, quando era pequeno, achou a arma do pai em casa. Sua irmã, minha prima, apareceu na janela e ele disparou por acidente. Minha prima morreu”.

“Usar arma por impulso faz as pessoas se sentirem mais poderosas. Pode voltar a aumentar o número de situações que foram reduzidas com o desarmamento, por exemplo a morte acidental de crianças que acham armas em casa” – Patrícia Barbosa, 40 anos, bancária

Estudantes também falam

Três de nossos entrevistados foram estudantes do ensino médio. Confira suas opiniões:

“Sou contra. É melhor desarmar as pessoas do que dar arma para elas” – Cristian Cavalcante Jr., 15 anos

“Sou a favor. Muita gente na rua tem arma. Então você tem que ter também para se defender” – Arthur Marques, 15 anos

“Eu compraria arma sim, mas para deixar em casa. Liberar o porte na rua é um pouco demais” – Lucas Sampaio, 15 anos

Da esquerda para a direita: Lucas Sampaio, Cristian Cavalcante e Arthur Marques (Alan Azevedo / O Imparcial)
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