POLÍTICA

Flávio Dino é reempossado e discursa para grande público no centro de São Luís

A cerimônia foi dividida em duas partes e terminou no Palácio dos Leões com discurso emocionado para multidão; “a maior corrupção é a desigualdade social”, disse o governador

Flávio Dino discursa durante a posse no Palácio dos Leões (Alan Azevedo / O Imparcial)

Hoje, 1º de janeiro, foi dia da posse de Flávio Dino (PCdoB), governador eleito em primeiro turno para seu segundo mandato à frente do Governo do Maranhão. A cerimônia começou na Assembleia Legislativa do Estado e seguiu para o Palácio dos Leões, onde, emocionado, Dino discursou para grande público.

Seu primeiro compromisso foi com a imprensa no Salão Nobre da Assembleia Legislativa do Estado. O governador reeleito abriu a coletiva falando do Projeto de Lei recém aprovado que institui o “cheque cesta básica”, onde o governo estadual renuncia de recolher o Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços (ICMS) para devolver o valor a quem depende da cesta básica. Quando questionado sobre uma possível próxima medida, Dino respondeu que o Porto de Itaqui está nos planos e que outro Projeto de Lei já foi submetido à Assembleia do Estado.

Em seguida, a comitiva seguiu para o plenário, onde foram realizadas as solenidades de posse do governador e seu vice, Carlos Brandão (PRB). Após o juramento de compromisso com o cargo, Dino subiu à tribuna para discursar.

(Alan Azevedo / O Imparcial)

“Eu assumo essa honrosa missão com imensa alegria. Nós estamos mais preparados do que a quatro anos atrás”, disse, reforçando que continuar um governo não é “mera rotina”. “Procuramos inovação, criação. É preciso navegar”, defendeu.

Flávio Dino elencou o que classifica como os três compromissos fundamentais de seu governo: equilíbrio fiscal, honestidade e o compromisso com os Direitos Humanos. Após o encerramento da Sessão Solene, a comitiva assistiu à apresentação de militares na parte externa da Casa.

Festa nos Leões

A segunda parte da posse se deu no Palácio dos Leões, onde um grande público lotava boa parte da Praça Dom Pedro II. A cerimônia contou com a presença de sete representantes das políticas do governo Flávio Dino. Dois deles eram meninas estudantes do Instituto de Educação, Ciência e Tecnologia do Maranhão (IEMA), um professor, uma agricultora familiar, um representante do Bumba meu Boi, uma indígena e a Coordenadora do Fórum Maranhense das Entidades de Pessoas com Deficiência e Patologia.

(Alan Azevedo / O Imparcial)

Após a apresentação musical da jovem Amanda da Conceição Fontelli, uma das alunas beneficiadas pelo programa Escola Digna, o governador reeleito discursou para o público: “Meu sangue é vermelho e meu coração bate do lado esquerdo do peito”, declamou, em referência à sua posição política. O público gritava “Dino presidente”.

Flávio Dino fez falas que aparentemente se referiam ao novo presidente do Brasil, Jair Bolsonaro. “Não acredito em guerra, ódio e armas. Aos que oferecem armas, eu ofereço, em uma mão, o ramo de oliveira da paz e, na outra, a flor de quem ama o Brasil e o Maranhão”, disse ele.

Flávio Dino ao lado de sua mulher Daniela Lima (Alan Azevedo / O Imparcial)

Sobre corrupção, o governador comentou: “a maior corrupção brasileira se chama desigualdade social. Enquanto tivermos muitos sem nada, não viveremos em paz”.

Ao fim de cerca de 25 minutos de discurso, Flávio Dino deixou a promessa de acionar o novo Ministro da Educação do governo Bolsonaro para oferecer parceria para retomar obras paradas de creches. Sob muitos gritos de eleitores, a cerimônia oficial de posse se encerrava para dar lugar a um show de Zeca Baleiro e mais quatro anos de administração do Partido Comunista do Brasil.

Público presente (Alan Azevedo / O Imparcial)
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