POLÍTICA

Partido de Flávio Dino anuncia ‘boicote’ à posse de Bolsonaro

Parlamentares vão prestigiar governadores eleitos do partido que tomam posse no mesmo dia, como o governador Flávio Dino no Maranhão, e os vices-governadores Luciana Santos (PE) e Antenor Roberto (RN)

Cerimônia de diplomação do presidente eleito, Jair Bolsonaro, no Tribunal Superior Eleitoral (TSE). À esquerda, o vice, general Hamilton Mourão. (Foto: Valter Campanato/Agência Brasil)

Partidos de esquerda vão boicotar a cerimônia de posse do presidente eleito Jair Bolsonaro, entre eles o PCdoB de Flavio Dino, e o PT. Líderes dessas legendas anunciaram na última sexta-feira (28), que seus deputados e senadores não estarão no Congresso no dia 1º de janeiro.

A deputada Jandira Feghali (PCdoB) vem utilizando as redes sociais para naturalizar a questão, e disse em entrevista à um jornal de São Paulo que a bancada da qual faz parte não participará da posse do presidente eleito. “Não é um boicote, até porque respeitamos o resultado das urnas. É a decisão política de não ir”, disse.

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Posted by Jandira Feghali on Saturday, December 29, 2018

Segundo a comunista, os parlamentares vão prestigiar governadores eleitos do partido que tomam posse no mesmo dia, como o governador Flávio Dino no Maranhão, e os vices-governadores Luciana Santos (PE) e Antenor Roberto (RN). Na Câmara, o PCdoB elegeu nove deputados.

Já o PT, através de nota, disse reconhecer o resultado da eleição, mas afirmou que a disputa foi desleal. “[A eleição foi] descaracterizada pelo golpe do impeachment, pela proibição ilegal da candidatura do ex-presidente Lula e pela manipulação criminosa das redes sociais para difundir mentiras contra o candidato Fernando Haddad”.

“O resultado das urnas é fato consumado, mas não representa aval a um governo autoritário, antipopular e antipatriótico, marcado por abertas posições racistas e misóginas, declaradamente vinculado a um programa de retrocessos civilizatórios”, diz o texto, assinado pelos líderes do PT na Câmara, Paulo Pimenta (RS), e no Senado, Lindbergh Farias (RJ), e pela presidente do partido, senadora Gleisi Hoffmann (PR).

O partido disse ainda que o futuro governo pretende “destruir a ordem democrática e o Estado de Direito no Brasil”, com o aprofundamento de “políticas entreguistas e ultraliberais do atual governo, o desmonte das políticas sociais e a revogação já anunciada de históricos direitos trabalhistas”.

PARTIDO DE WEVERTON ROCHA

Líder da oposição ao governo Michel Temer enquanto deputado federal, Weverton Rocha (PDT) foi eleito Senador e também não deve estar em Brasília. Seu partido informou que alguns líderes também não devem comparecer ao evento no Distrito Federal

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