Mudanças

Mudanças no secretariado de Flávio Dino acontece só em Fevereiro

A reforma do secretariado só acontecerá em fevereiro, mas não quis adiantar o tamanho da mudança na equipe, nem quais secretarias passarão de comando.

(Foto: Kayo Sousa)

Faltando menos de 10 dias para assumir o segundo mandato como governador do Maranhão, eleito nas duas vezes no primeiro turno, o ex-juiz federal Flávio Dino de Castro e Costa, 50 anos, faz mistério sobre mudanças no secretariado e como será o programa dos próximos quatro anos. Esta semana, ele falou a O Imparcial, mas tangenciando alguns pontos do que lhe foi perguntado.

A reforma do secretariado só acontecerá em fevereiro, mas não quis adiantar o tamanho da mudança na equipe, nem quais secretarias passarão de comando. Até agora, com base em fontes anônimas, Flávio Dino tem como certa a colocação do deputado federal do PCdoB, Rubens Pereira Júnior, na Secretaria das Cidades. Ele abriria vaga para o secretário Simplício Araújo assumir na Câmara, podendo o ex-deputado Gastão Vieira assumir a Secretaria de Indústria, Comércio e Turismo.

A outra hipótese para Gastão, não confirmada pelo Palácio dos Leões, seria ele ir para Brasília, no cargo de secretário especial, como “embaixador” do Maranhão nas articulações políticas, no âmbito do Congresso Nacional e também construir uma ponte no intrincado governo Jair Bolsonaro.

Seria ele encarregado de fazer a ponte na relação institucional com o Planalto e com a Esplanada dos Ministérios. Gastão Vieira assumiria Secretaria de Indústria, Comércio e Turismo. Flávio Dino tem como certa a colocação do deputado federal do PCdoB, Rubens Pereira Júnior, na Secretaria das Cidades

Veja o que ele respondeu ao O Imparcial

O Imparcial – O segundo mandato chegando e o que o senhor pretende mudar em termos administrativos?

Flávio Dino – Vamos dar prosseguimento às ações deste mandato que permitiram mudanças de fato e acrescentar programas novos.

Está prevista mudança na equipe?

Vamos manter a equipe, que demonstrou competência e comprometimento com o governo, na programação de cada setor e fazer alguns ajustes, mas isso somente em fevereiro. Vamos manter o que está dando certo e criar novas opções de trabalho que beneficiem a população.

Como fazer para quebrar o paradigma histórico que arrasta o Maranhão aos piores indicadores nacionais de carências e pobreza extrema?

Tivemos avanços significativos na questão educacional. Conseguimos melhorar o Ideb (Índice de Desenvolvimento da Educação Básica), hoje situação está em 13º do país. Temos metas para avançar mais a partir de janeiro. Reduzimos a mortalidade infantil no primeiro mandato, para o 5º lugar e vamos melhorar ainda mais esse índice. O analfabetismo, que era de 22%, reduzimos para 19ª –, que representa um numero significativo, de 10% em termos proporcionais. São metas que continuaremos a trabalhar nelas e criando novas, no segundo mandato, com o objetivo para avançarmos em todos os sentidos. Temos uma dependência enorme da conjuntura nacional. É preciso que a economia brasileira volte a crescer e abrir novas oportunidades, sobretudo no Nordeste. Foi o Nordeste a região mais afetada pela crise econômica nacional.

É por isso que a pobreza cresceu no Maranhão?

A pobreza cresceu em todo o Brasil. Em todos os estados. É uma questão nacional e conjuntural. Esperamos que o novo governo federal tenha a habilidade necessária para lidar com isso, positivamente.

A questão da saúde continua precária, como ocorre no Socorrão II, por exemplo na capital?

Temos procurado ajudar no possível a Prefeitura de São Luís a resolver algumas questões. Mas existem os problemas crônicos do interior, que demandam os serviços dos hospitais de emergência de São Luís. Por isso, estamos construindo e já entregamos hospitais regionais na Baixada, em Bacabal, Santa Inês, Balsas, Caxias e Imperatriz. E vamos construir, na Avenida São Luís Rei de França, o Grande Hospital de Emergência de São Luís, que irá resolver muito os problemas atuais no setor.

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