POLÍTICA

Diplomação de Weverton e Eliziane marca o fim do sarneísmo

Evento ocorrerá nesta terça (18); reeleito, Flávio Dino terá a oportunidade de governar com maioria na Assembleia e com o apoio de dois senadores

O quarteto governista Flávio Dino (PCdoB), vice-governador Carlos Brandão (PRB), e os senadores Weverton Rocha (PDT) e Eliziane Gama (PPS) prometem trabalhar juntos (Foto: Divulgação)

Pela primeira vez desde 1966 o Maranhão não terá alguém da família Sarney ou de seus apoiadores diretos na alta cúpula do poder estadual, levando em conta o Senado e o Palácio dos Leões. A diplomação dos políticos eleitos será realizada pelo Tribunal Regional Eleitoral nesta terça-feira (18), às 16 horas, Centro de Convenções Pedro Neiva de Santana, e o único nome da oligarquia presente na cerimônia será Adriano Sarney (PV), reeleito deputado estadual para seu segundo mandato.

A derrota de Roseana Sarney (MDB), Edison Lobão (MDB), e Sarney Filho (PV), atrelada a vitória do governador Flávio Dino (PCdoB), do vice-governador Carlos Brandão (PRB), e dos futuros senadores Weverton Rocha (PDT) e Eliziane Gama (PPS), numa coligação que envolveu nada menos do que dezesseis partidos, marca o fim do sarneísmo.

Ao todo 98 pessoas serão diplomadas. Além do governador e do vice, dos dois senadores e de seus respectivos suplentes, dezoito deputados federais, quarenta e dois estaduais, mais o primeiro e o segundo suplente de cada partido e/ou coligação receberão seus diplomas. O evento é indispensável para a posse dos políticos.

Reeleito, Dino terá desta vez a oportunidade de governar com maioria na Assembleia e com o apoio dos dois senadores que ajudou a eleger. O governador, aliás, publicou esta semana um artigo resumindo seus primeiros quatro anos de mandato, onde afirma que a aposta da sua gestão para mudar o Maranhão é a educação. “Entregamos 830 Escolas Dignas [projeto que tem como foco substituir escolas de taipa por prédios de alvenaria], em unidades reformadas, construídas ou reconstruídas”, escreveu.

Além de entregar uma escola a cada dois dias, o comunista lembrou que sua gestão tirou mais de 100 mil pessoas do analfabetismo com programas educacionais, além de investir na criação de escolas integrais. “Atualmente são 51 escolas de ensino integral, contando o IEMA e o Centro Educa Mais. (…) Um grande símbolo de nosso compromisso com a educação é que pagamos o maior salário para professores da rede estadual no Brasil, apesar dos severos limites fiscais”.

QUATRO ANOS NO PODER

Nove grandes hospitais foram inaugurados no Maranhão desde que Flávio Dino assumiu o poder. Além de unidades nas cidades de Chapadinha, Imperatriz, Caxias, Balsas, Bacabal, Pinheiro, Santa Inês, a Maternidade de Colinas e o Hospital de Traumatologia e Ortopedia em São Luís também foram entregues. “Com dentistas e especialistas na área, abrimos o Sorrir, que já fez mais de 80 mil atendimentos. O antigo Hospital Geral se tornou um verdadeiro Hospital do Câncer, dedicando-se exclusivamente a isso. Hoje temos uma rede regional de tratamento do câncer em São Luís, Imperatriz e Caxias. E onde era a antiga Casa de Veraneio e Festas do Governo criamos o Programa Ninar, que hoje é uma referência nacional em atendimento a crianças com problemas de neurodesenvolvimento”, afirmou Dino.

Em seu artigo, o governador abordou ainda temas que regeram o debate político nas últimas eleições, como segurança pública. “Chegamos ao recorde de 15 mil policiais, a maior tropa de nossa história. Com isso, os homicídios na Grande São Luís caíram 62% entre 2018 e 2014. São Luís deixou a lista das 50 cidades mais violentas do mundo. Abrimos 3.700 vagas nos presídios e acabamos com o caos em Pedrinhas”, disse.

Dino escreveu também que o programa Mais Asfalto, além de recuperar ou implementar um total de 2.500 quilômetros de ruas e estradas, colaborou para enfrentar a à crise econômica que afeta o país, gerando emprego e renda. Outro projeto comentado foi o de construção de casas populares. “Cerca de 7.500 famílias já receberam recursos para reformar e ampliar os lares com o Cheque Minha Casa. O Minha Casa, Meu Maranhão já construiu mais de 1.000 casas em cidades de baixo IDH”.

“O próximo quadriênio se inicia em breve. No horizonte, não há menos dificuldades do que aquelas que já enfrentamos no período recente. A essas enfrentaremos com o olhar erguido para o futuro, o pé firme no chão da realidade de nosso estado e o coração sintonizado com os corações de todos os nossos concidadãos e concidadãs”, completou o governador.

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