POLÍTICA

“Um ato de coerência”, ironiza Dino sobre ida de Moro ao governo Bolsonaro

O governador do Maranhão, Flávio Dino (PCdoB), tem se posicionado na trincheira de oposição ao futuro presidente

Depois de ter o nome Sérgio Moro confirmado para o Ministério da Justiça e Segurança, a Internet borbulhou de opiniões favoráveis e contrárias à nomeação. O governador do Maranhão, Flávio Dino (PCdoB), tem se posicionado na trincheira de oposição ao futuro governo Bolsonaro. Na página de seu microblog, no Twitter, Dino comentou a decisão de Sérgio Moro de compor a equipe de governo de Bolsonaro. “Sérgio Moro aceitar o ministério de Bolsonaro é um ato de coerência. Eles estavam militando no mesmo projeto político: o da extrema-direita. O grave problema é esconder interesses eleitorais por baixo da toga. Não há caso similar no Direito no mundo inteiro”, disse Dino em tweet.

O governador acredita que a futura nomeação de Sérgio Moro coloca em xeque a operação Lava-Jato. Segundo ele, de uma operação com interesse eleitoral. “A comprovação de interesses eleitorais na Lava-Jato, além de comprometê-la quanto ao já feito, infelizmente vai gerar suspeitas com relação a casos similares no futuro. Não é apenas Sérgio Moro que perde credibilidade.”, comentou no Twitter.

Entenda

O juiz federal da 13ª Vara Federal de Curitiba, Sérgio Moro, aceitou o convite que o presidente eleito, Jair Bolsonaro, havia feito durante o Jornal Nacional na última segunda-feira. Moro desembarcou nesta quinta no Rio de Janeiro para uma conversa com Bolsonaro e confirmou que vai compor o governo Bolsonaro a partir do próximo ano. “Ele vai indicar todos que virão a compor o primeiro escalão do Ministério da Justiça, entre eles o chefe da Polícia Federal, porque a PF voltaria para dentro do Ministério da Justiça. Deixaria de existir a palavra Ministério da Segurança, e passaria a ser Ministério da Justiça e Segurança”, disse Bolsonaro em entrevista a tevês católicas. Bolsonaro diz ainda aos jornalistas que “Será um superministério da Justiça. Teremos uma parte do Coaf dentro do Ministério da Justiça, para que ele (Moro) tenha em tempo real todas as informações para que ele possa combater efetivamente mais do que a corrupção, mas o crime organizado, que tem levado o terror a todo o Brasil”,

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