ELEIÇÕES 2018

Uma semana no grupo pró-Bolsonaro do Maranhão

O Imparcial acompanhou o funcionamento do grupo maranhense do presidenciável no whatsapp durante sete dias antes das eleições

(Foto: Alex Ferreira/Câmara dos Deputados)

Liderando uma campanha cujas forças advêm das redes sociais está o presidenciável Jair Bolsonaro (PSL), acusado na última semana de caixa 2 ao pagar pacotes de mensagens e correntes de notícias falsas contra seu adversário, Fernando Haddad (PT).

O Maranhão, além de ter dado a maioria de votos a Haddad no primeiro turno, reelegeu o governador Flávio Dino, do PCdoB, mesmo partido da vice do petista, Manuela D’ávila – derrubando de vez o legado Sarney presente no estado há mais de 40 anos. Apesar disso, ainda há o grupo maranhense de fiéis ao “capitão”, cujas militâncias on-line se intensificam neste segundo turno.

O Imparcial acompanhou um desses grupos locais a favor do ex-militar e recortou algumas discussões que aconteceram.

Logo que fomos adicionados, foi mandada a mensagem:

Grande maioria do conteúdo do grupo é corrente – ou seja, conteúdo escritos para o whatsapp e repassados para várias outras pessoas. Uma das maiores formas de demonstrar apoio ao candidato é dando dislikes nos vídeos de quem se posiciona contra ele.

“Com o fim dos kits gay, volta a molecada raiz”, envia um usuário do grupo, seguido de um vídeo onde dois meninos se batem em uma briga. “Se alguém me disser como combater isso sem dar um tiro, eu mudo meu voto!” manda outro, sobre um vídeo onde há uma festa em uma favela com pessoas armadas.

No último domingo (21), passou a circular o vídeo onde Eduardo Bolsonaro, um dos filhos do candidato, afirma que “para fechar o STF (Supremo Tribunal Federal) só precisaria de um cabo e um soldado”. Pessoas se posicionaram, inclusive contra os outros presentes na chapa do presidenciável.

Membros do grupo se declararam contrários ao governador do Maranhão. “Bolsonaro terá dificuldade para ajudar nosso estado com este ditador”, afirma um usuário. Outro afirmou saber sobre uma suposta perseguição que Dino faria a eleitores do ex-militar.

Pesquisas divulgadas na última quinta-feira (25) mostraram as intenções de voto ao candidato do PSL um pouco menores e a Haddad, maiores. Alguns membros do grupo se preocuparam. Outros tiveram certeza que eram manipuladas.

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