O Tribunal Superior Eleitoral, através da plataforma DivulgacandContas, divulgam várias informações sobre os candidatos, entre elas o eleitor pode ter acesso ao Plano de Governo que cada candidato registrou na justiça eleitoral. O governo federal e demais esferas administrativas, como governos municipais e estaduais, têm passado por uma grave crise, então, o que dizem os candidatos sobre concursos públicos? A publicação de O Imparcial buscou no plano de governo dos candidatos ao governo do Maranhão a resposta a essa pergunta.

Os candidatos Roberto Rocha (PSDB) e Roseana Sarney (MDB) foram os únicos dos seis candidatos que não citam a palavra “concurso” e nem falam do assunto em seu plano de governo.

Em sabatina na sede do jornal O Imparcial, Flávio Dino demonstrou confiança (Foto: Gilson Teixeira)

Flávio Dino (PCdoB) – O governador e candidato a reeleição cita apenas uma vez a palavra “concurso” em seu plano de governo. A citação aparece na página 24, item 43, quando o plano fala do modelo de gestão e aplicação do dinheiro público. O candidato, por meio do seu plano de governo, diz que vai “Garantir a continuidade das ações de valorização do servidor, a partir da realização de concursos públicos, promoções, progressões funcionais e formação continuada, visando à expansão qualificada dos serviços públicos.”, desta forma não especifica nenhum concurso específico.

Candidata Maura Jorge nos estúdios do jornal O Imparcial. Foto: Honorio Moreira

Maura Jorge (PSL) – A candidata de Bolsonaro cita duas vezes “concurso” em seu plano de governo registrado na justiça eleitoral. A primeira citação ocorre na página 4, item 5, quando Maura Jorge discorre sobre a área da educação. Ela diz no plano que vai “Promover a realização de concursos públicos para fim de suprir o déficit de profissionais visando substituir as contratações temporárias e melhorar o ensino- aprendizagem objetivando a excelência educacional.”.

Já na página 8, no item 3, quando fala de Segurança Pública, Maura diz que vai “Ampliar os quadros da segurança pública e do sistema prisional (policiais militares, civis, polícia técnica, agentes penitenciários e bombeiros) através de concursos públicos;”

Odívio Neto (à direita) ao lado do candidato ao senado federal, Saulo Pinto

Odívio Neto (PSOL) – A palavra “concurso” aparece quatro vezes no Plano de Governo do candidato psolista. A primeira citação acontece na página 8, quando trata de forma geral de suas propostas. Odívio diz que vai investir na “contratação dos trabalhadores via concurso, planos de carreira discutido com a comunidade escolar, profissionalização dos agentes educacionais, formação continuada/graduação e priorização de dedicação exclusiva.”.

Ele volta a falar de concurso na quando trata da temática ‘saúde’ na página 20, diz que vai realizar concurso e extinguir as organizações sociais que contratam profissionais da saúde que prestam serviço ao estado do Maranhão. “com servidores públicos efetivos e sem participação das chamadas organizações sociais, pois as mesmas são responsáveis por todo tipo de corrupção do dinheiro público na área da saúde, reaparelhando unidades hospitalares, fazendo concurso público para a área, que não é feito em quantidade efetiva há mais de 24 anos, e valorizar o profissional da saúde”, promete.

Volta a citar quando fala das ‘Ações do Plano de Governo que terão prioridade’, no item 3.2 da página 32, diz que vai “Implantar um novo padrão de infraestrutura escolar para todas as escolas públicas do estado e fazer concurso público para professores, o que possibilitará a tão sonhada escola de período integral de qualidade.”

A outra citação dentro do plano de governo é novamente quando fala da saúde, especificamente no Sistema Único de Saúde em que promete “e da realização de concurso público para todas as áreas profissionais da saúde”, sem especificar qual área pretende dar prioridade.

Foto: Honório Moreira/O Imparcial/D.A Press

Ramon Zapata (PSTU) – Já o histórico quadro do PSTU cita cinco vezes “concurso” em seu Plano de Governo, registrado na justiça eleitoral. Com um plano de 13 páginas, Ramon já cita na página 6 a palavra “concurso” quando promete “concurso público para todas as áreas, atualização dos planos de carreira do funcionalismo estadual e garantia dos pagamentos dos precatórios que os servidores têm direito, mas que não é pago pelo governo estadual.”

Na página 8, ao falar de dedicar 10% do PIB para a educação, Zapata promete “realização de concurso público para professores e técnicos administrativos, melhoria e cumprimento do Plano de Carreira para a categoria, garantia da formação continuada”. Também cita concurso público na página 8, quando também promete mais verba para a saúde. Diz que a não realização de concurso público precariza o serviço público e em seguida na página 9 promete concurso público para a área. “a realização de concurso público para os profissionais da saúde, o respeito à jornada de 30 horas”, diz. A última citação da palavra “concurso” acontece quando fala dos terceirizados da CAEMA.

Todas as informações dos candidatos podem ser acessadas pela plataforma DivulgacandContas.

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