Manifestação teve concentração na Praça Maria Aragão e terminou na Praça dos Catraieiros com apresentações artísticas. (Foto: Pedro de Almeida / OIMPDAPRESS)

“Em relação ao candidato, ele me inspira medo. As falas dele, são sempre falas arredias, agressivas, chamam para as armas, chama para o descaso, para o descuido, são inconsequentes”, foi o que a professora de Biologia, Alexsandra Maura Bernal disse em relação a Jair Messias Bolsonaro. Na tarde de hoje aconteceu protestos em várias cidades do Brasil com o grito de “Ele Não”, em São Luís a concentração aconteceu na Praça Maria Aragão, no centro da capital maranhense e atraiu milhares de pessoas para a Avenida Beira Mar seguindo em cortejo até a Praça do Catraieiros, na Praia Grande.

A professora enxerga no candidato do PSL uma possibilidade de regredir em direitos adquiridos pelas mulheres. “O movimento chamado ‘Pelas Mulheres’ eu acho que já é um passo gigante pra gente, para nós que somos mulheres. Ainda estamos nas conquistas, na luta por um monte de direitos.”, afirma.

As declarações públicas de Bolsonaro, segundo a professora, expõe toda essa preocupação. “Como que um presidente de uma nação vai chegar para uma outra mulher, e isso é público, no momento de destempero ou não, e vai dizer: ‘eu não te estupro, porque você não merece’, quem é que merece? Que história é essa? Como que eu banalizo, como que eu trato esse ato terrível, criminoso”, questiona.

A reportagem também conversou com Sabrina Araújo (confira vídeo) que fala em sintonia com os argumentos de Alexsandra. Para Sabrina a alavancada de Bolsonaro representa ameaça para a democracia. “Ele Não! Contra o retrocesso, contra o preconceito, contra a disseminação do ódio, a população brasileira não precisa disso. Não é armando a população que a gente vai conseguir lutar contra a violência. Não é discriminando que a gente consegue agregar. Isso não é democracia.”, defende Sabrina.

Partidos e movimentos no ato

O movimento que nasceu de um grupo de Facebook, chamando “Mulheres Unidas Contra Bolsonaro” se propunha ser um ato suprapartidário, mas na prática, virou um ato multipartidário. Os partidos políticos estão se aproveitando da onda do “Ele Não” para tirar Bolsonaro do segundo turno. No evento de hoje, em São Luís, bandeiras do PT, PSOL, PCB, PCdoB, PSTU e MST podiam ser vistas entre os participantes, além de adesivos de candidatos estampados nas camisas dos participantes, a exemplo de Ciro Gomes (PDT) e Fernando Haddad (PT).

Domingo acontece evento a favor de Jair Bolsonaro

Em resposta ao ‘Ele Não’, apoiadores da candidatura de Bolsonaro fazem manifestação neste domingo, 30, na Avenida Litorânea, a partir das 9h. Em Chapadinha, aconteceu neste sábado, 29, uma caminhada em favor do candidato Jair Bolsonaro.

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