momentos de tensão

Prisão do agiota Pacovan agita o meio político e empresarial no MA

Financiador de campanhas em diversos municípios do Maranhão, Pacovan negocia uma futura delação premiada

Reprodução

A prisão do agiota Josival Cavalcanti da Silva, conhecido como Pacovan, continua mobilizando influentes figuras em todas as esferas dos três poderes, no Maranhão e em Brasília, diante do volume financeiro movimentado, que ultrapassa os R$ 100 milhões, podendo chegar a R$ 200 milhões.

A notícia do amplo e contínuo depoimento do principal detido na Operação Jenga para manter a negociação de uma futura delação premiada com cúpula da segurança, posteriormente com o Ministério Público e a Justiça, está sendo interpretada como uma jogada para mais uma vez pressionarem e encontrarem a forma de libertar o conhecido e reincidente financiador de campanhas em diversos municípios do Maranhão.

O reconhecido poder de persuasão de Pacovan na Justiça mobilizou a Secretaria de Segurança Pública, antecipando o pedido de prisão preventiva por meio do superintendente Tiago Bardal, da Seic. Os advogados de Josival Cavalcanti trabalham para viabilizar a liberdade dos 18 membros da organização criminosa presos na quinta-feira (4). Inclusive a esposa dele.

A pressão sobre os membros do Poder Judiciário vem de políticos e empresários com envolvimento nas negociatas escusas para pagamentos de empréstimos ilegais no financiamento de campanhas, principalmente nos municípios. Esquema que sempre proporcionou vitórias em eleições no Executivo e Legislativo de todas as esferas dos poderes.

Os procedimentos desta última operação policial devem dificultar possíveis entendimentos para libertar os dezoito detidos. A coordenação unificada dos diversos órgãos de fiscalização do governo federal, estadual e do Legislativo para fundamentar as denúncias levou à prisão do maior viabilizador financeiro de poderes na história do estado.

Juristas consultados observam o temor dos membros do Tribunal de Justiça de aceitar os pedidos dos advogados para libertar os membros da organização criminosa. Neste fim de semana, a movimentação será intensa no campo jurídico e político, antes de uma possível decisão sobre a manutenção das prisões. Possivelmente na segunda-feira, segundo a cúpula da segurança, o Tribunal de Justiça deve analisar o processo acompanhado pela imprensa e a opinião pública.

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