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VOTAÇÃO

Conselho de Ética decide hoje o futuro de Cunha na Câmara

Deputados apontam divisão dentro do colegiado, que tem 21 titulares. Para que o processo avance, é necessária maioria simples dos votos

Eduardo Cunha

O Conselho de Ética da Câmara dos Deputados vota hoje a admissibilidade do processo contra o presidente da Casa, Eduardo Cunha. A expectativa é que o parecer do relator, deputado Fausto Pinato (PRB-SP), favorável à continuidade da análise, seja aprovado. Uma das incertezas é o voto dos três integrantes do PT no Conselho, diante do reflexo que a decisão pode ter sobre os pedidos de impeachment da presidente Dilma Rousseff. Após denúncia de que Cunha teria recebido R$ 45 milhões para beneficiar o BTG Pactual, opositores do peemedebista estudam novas medidas contra o parlamentar no Conselho.

Integrantes do colegiado ouvidos pelo Correio acreditam que os petistas votarão contra Cunha. O deputado Zé Geraldo (PT-PA) garantiu na semana passada que ele e os dois colegas de legenda teriam um posicionamento unificado. O peemedebista tem usado a prerrogativa de decisão sobre os pedidos de afastamento de Dilma como elemento de barganha diante da possibilidade de cassação de seu mandato. Apesar de ter dito que decidiria ainda em novembro sobre o impeachment, ontem ele afirmou que seria melhor adiar a decisão diante da nova acusação contra ele.
Deputados apontam para um cenário dividido dentro do colegiado, que tem 21 titulares. Para que o processo avance, é necessária maioria simples (metade mais um) dos votos. Aliados do peemedebista sofrem pressão para tentar barrar a continuidade. Não é mais possível pedir vista, porque o recurso foi usado na última sessão, mas há a possibilidade de tentar atrasar a reunião até que se inicie a ordem do dia em plenário, o que impossibilita votações em comissões. Se o parecer for aprovado, o Conselho notifica o acusado e se inicia o prazo de dez dias para defesa. O colegiado tem até 90 dias úteis para encerar o processo, contados a partir da instauração.
Multa
Eduardo Cunha foi obrigado a pagar R$ 22,3 mil à Justiça suíça por tentar impedir que os extratos de suas contas fossem enviados ao Brasil. O Tribunal Penal Federal da Suíça constatou que o parlamentar, a mulher dele, Cláudia Cordeiro Cruz, e outros envolvidos usaram o mesmo advogado e os mesmos argumentos no esforço de impedir que seus dados bancários fossem enviados ao Brasil.
Agora, diante da suspeita de beneficiar o BTG e da multa da Justiça suíça, os seis partidos de oposição (PSDB, PPS, DEM, PSB, PSol e Rede) se reúnem na manhã de hoje para definir uma estratégia. Uma opção é apresentar um aditivo à representação existente contra Cunha no Conselho, mas, para isso, é necessário que avancem as investigações relacionadas ao BTG. Outra possibilidade é apresentar um novo pedido no colegiado.
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