VIOLÊNCIA

Estudantes da rede pública serão capacitados para atuar na prevenção contra violência

Cento e noventa estudantes de 11 escolas da rede estadual de ensino e quatro da rede municipal participam da Formação de Alunos Monitores do Programa de Prevenção à Violência nas Escolas

Escolas da rede estadual e municipal participam da Formação de Alunos Monitores do Programa de Prevenção à Violência nas Escolas
Orientar e preparar estudantes da rede pública para fazerem um diagnóstico da situação de violência nas escolas e, ao mesmo tempo, estimulá-los a serem protagonistas no desenvolvimento de uma cultura de paz no ambiente escolar. Este é o objetivo da Formação de Alunos Monitores do Programa de Prevenção à Violência nas Escolas realizada nesta sexta-feira (7), no auditório do Liceu Maranhense.
O Programa de Prevenção à Violência nas Escolas é uma ação do Ministério da Educação (MEC), em parceria com a Faculdade Latino-Americana de Ciências Sociais (FLACSON), a Organização dos Estados Ibero-Americanos, e as Secretarias estaduais e municipais de educação, e já foi aplicado em mais de 100 escolas, em sete capitais brasileiras.
No Maranhão, o programa será coordenado pela Secretaria de Estado de Educação (Seduc), por meio da Secretaria Adjunta de Programas e Projetos Especiais (SAPPE) e a Supervisão de Políticas Educacionais para a Juventude.
Cento e noventa estudantes de 11 escolas da rede estadual de ensino e quatro da rede municipal participam da Formação de Alunos Monitores do Programa de Prevenção à Violência nas Escolas. Eles foram preparados para atuarem como monitores e pesquisadores no programa a fim de fazerem um diagnóstico da situação de violência dentro e no entorno das escolas onde estudam. Os estudantes serão orientados por mediadores, que são professores e já participaram de uma primeira formação que foi realizada em junho.
A formação foi ministrada por Mirian Abramovay, coordenadora de Área de Estudos e Políticas sobre a Juventude, da FLACSON, que é uma Organização Internacional de Combate à Violência nas Escolas. “Partimos do pressuposto de que somente com a participação dos jovens, com a entrada deles e a compreensão sobre o contexto escolar e da comunidade onde ele vive, poderá haver uma mudança na situação de violência em que se encontra o país. As mudanças têm que ser pensadas por todos. Neste projeto os estudantes são atores e serão pesquisadores da sua realidade”, destacou Mirian.
Estavam presentes à solenidade de abertura da formação, a adjunta de Ensino, Ilma Fátima de Jesus, representando a secretária de Educação, Áurea Prazeres; Odair José, ajunto de Programas e Projetos Especiais da Seduc; e Samira Simas, representante da Secretaria Municipal de Educação de São Luís.
Ilma Fátima destacou que o combate à violência nas escolas é uma das políticas educacionais do governo Flávio Dino. “Este programa é importante porque vai de encontro à política educacional de combate à violência na escola. O Maranhão almeja uma juventude saudável e viva. Além disso, a pesquisa começa a partir da escola, da comunidade onde vive”, ressaltou.
Para o professor Odair José, é muito importante que as escolas tenham abraçado esse programa e conclamou os estudantes a serem protagonistas de uma cultura de paz. “Cada estudante que participa do programa foi escolhido porque tem um diferencial. E vocês têm um desafio: corresponder às expectativas de quem os escolheu. Fazer esse projeto de uma forma brilhante. Então se dediquem, façam uma boa pesquisa para que possamos desenvolver uma cultura de paz nas escolas”, enfatizou.
Foram oito horas de palestras, debates e várias apresentações de atividades desenvolvidas pelos estudantes em suas escolas. Alunos do Liceu apresentaram um vídeo sobre ações pela paz desenvolvidas na escola. Estudantes do CE Justino Ferreira, da Cidade Operária, apresentaram uma coreografia da música de Charlie Brow Júnior “Não é Sério”.
Pesquisa
Os estudantes têm um período de 10 meses para fazer o levantamento. “No final, as informações levantadas vão compor um documento que vai ser encaminhado para as Secretarias e para a FLACSON e todos juntos, inclusive os alunos, vamos elaborar ações a serem realizadas, a fim de prevenir a violência nas escolas”, informou Socorro Castelo Branco, coordenadora do Programa de Prevenção à Violência nas Escolas/Seduc.
Para os estudantes esse é momento importante. “Acho muito importante no sentido de mobilizar e conscientizar todos os alunos para a necessidade de combater a violência nas escolas para se ciar um ambiente de paz”, disse Juliana Dutra, estudante do 1º ano do Liceu Maranhense.
“É importante para a gente perceber que muitas das nossas ações que tratamos como brincadeiras, às vezes, podem ser muito ofensivas, e dessas brincadeiras podem surgir um ato de violência”, Clarice Maria – 1º ano do Liceu. “É importante para que a gente possa desenvolver ações de combate à Violência nas escolas e no entorno delas”, destacou Suzana Costa – 2º ano do Justino Ferreira da Cidade Operária.
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