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CONSCIENTIZAÇÃO

De vítima a ativista: não à violência doméstica

Atriz Cristiane Machado se tornou ativista da causa e está cada vez mais tentando ajudar quem já passou e passa por esse problema que afeta milhares de mulheres

Sabe aquela história de fazer do limão uma limonada? Pois foi o que a atriz e jornalista Cristiane Machado fez, depois de se tornar vítima de violência doméstica. Nessa quarentena por causa das medidas de proteção e contágio contra o novo coronavírus, aumentou muito o número de violência doméstica no Brasil. Vivendo em um relacionamento abusivo que acabou a tornando vítima, Cristiane Machado se tornou ativista da causa e está cada vez mais tentando ajudar quem já passou e passa por esse problema que afeta milhares de mulheres.

Durante a quarentena, a atriz tem feito lives em seu perfil no Instagram com participações de especialistas no tema. Numa delas, Cristiane contou com a psicóloga Josiane Souza, que lançou, no último mês de março, o livro Relacionamento Abusivo – Guia Prático para reconhecer e se libertar.

“Acho muito importante poder ajudar a essas vítimas, assim como eu também fui uma vez, e até mesmo, a quem acha que não está passando pelo problema e tem medo ou vergonha de denunciar. Precisamos mudar o comportamento da sociedade. A conscientização e a prevenção são os caminhos da mudança. São 14 mulheres mortas por dia, no Brasil”, afirma Cristiane Machado.

No mundo, Brasil e Maranhão afora milhares de mulheres são vítimas da violência praticada por ex-maridos, companheiros, parceiros, namorados, e a maioria das vezes dentro da própria casa.

A violência doméstica é um amargo efeito colateral da quarentena, imposta com o objetivo de frear a pandemia do novo coronavírus. De acordo com o Fórum Brasileiro de Segurança Pública (FSBP), nas duas primeiras semanas de março do ano passado, houve 1.157 chamadas sobre violência doméstica no país. Neste ano, no mesmo período, ouve uma queda desse número para 652 casos no mesmo período.

No Maranhão, de acordo com a Delegacia Estadual da Mulher, em 2019, nos meses de março e abril foram registrados 515 e 547 boletins de ocorrência, respectivamente. No mês de março deste ano foram 472. O auto de prisão em flagrante que foi de 40 no mês de março do ano passado, este ano passou para 34. Esses números, de acordo com autoridades, refletem uma subnotificação causada pela dificuldade de acesso aos canais de denúncia, uma vez que a mulher está 24h junto com o agressor.

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