DECISÃO JUDICIAL

Julgamento dos acusados de terem incendiado ônibus em São Luís deve seguir até amanhã

Os acusados começaram a ser julgados na manhã desta segunda-feira (11) no Fórum de São José de Ribamar.

Reprodução

Deverá ser conhecida nesta terça-feira (12), a sentença dos cinco acusados de envolvimento em um ataque a ônibus na Vila Sarney Filho, em São Luís, que resultou na morte da menina Ana Clara Souza, de 6 anos. O caso foi registrado em janeiro de 2014.

Jorge Henrique Amorim Santos, Wilderley Moraes, Hilton John Alves Araújo, Thalisson Vítor Santos Pinto e Larravadiere Silva Rodrigues de Sousa Júnior, começaram a ser julgados na manhã desta segunda-feira (11) no Fórum de São José de Ribamar, sob responsabilidade da 1ª Vara Criminal. Giheliton Silva, um dos participantes do crime, morreu no decorrer do processo.

Conforme a denúncia, todos os citados, e mais quatro menores participaram da ação denominada ‘Salve Geral’, e são acusados de crimes de homicídio e tentativa de homicídio contra Ana Clara Santos Souza, Juliane Carvalho (mãe de Ana Clara), Lohanny Beatriz, Márcio Ronny e Abianci.

Outros dois homens identificados como Sansão dos Santos Sales e Julian Jeferson Sousa da Silva, que à época foram presos e apresentados pela polícia como participantes do crime, não foram denunciados pelo Ministério Público. As investigações apontam que eles não participaram da ação criminosa.

Relembre o caso

No dia 03 de janeiro de 2014, às 20h, Ana Clara entrou em um coletivo na companhia da mãe e da irmã nas proximidades da Vila Sarney filho. De acordo com as informações, elas entraram no coletivo uma parada antes dos acusados entrarem e atearem fogo no veículo.

O inquérito relata que, o crime teria sido planejado durante uma reunião com os integrantes de uma facção criminosa que age na capital maranhense. A ordem para a realização da ação teria partido do Complexo Penitenciário de Pedrinhas.

Segundo as investigações, um dos menores teria entrado no ônibus e ameaçado o motorista e a cobradora com um revólver, forçando a parada do veículo. O inquérito aponta inda que instantes depois os outros acusados apareceram e atearam fogo no ônibus, ameaçando os passageiros.

De acordo com a polícia, os ataques criminosos aos ônibus em São Luís foram uma reação às medidas adotadas para combater a criminalidade nas unidades prisionais da capital que, em outubro de 2013, estavam sendo vigiadas por homens da Força Nacional de Segurança Pública e da Polícia Militar. O caso dos ataques aos ônibus em São Luís teve grande repercussão.

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