REDUÇÃO

Cai número de mortes violentas na Grande Ilha

O trabalho para manter os índices de queda reflete, também, nos dados de todo o Maranhão, que no período de cinco anos reduziu em 19% os registros de morte violenta

AS MORTES VIOLENTAS NA REGIÃO METROPOLITANA DE SÃO LUÍS APRESENTARAM QUEDA DE 63%, ENTRE OS ANOS DE 2014 A 2018

As mortes violentas na Região Metropolitana de São Luís apresentaram queda de 63%, entre os anos de 2014 a 2018. O índice é o menor dos últimos cinco anos e a redução se manteve ano a ano no período, segundo comparativo realizado a partir do Mapa da Violência, estudo nacional elaborado pelo site G1. O estudo aponta os Crimes Violentos Letais Intencionais (CVLI), que incluem homicídios, latrocínios (roubo seguido de morte) e lesões corporais com morte. Este conjunto é a base da Secretaria Nacional de Segurança Pública (Senasp) para medir a violência no país.

No estudo do G1, o ano de 2014 fechou com 910 mortes violentas; ao final de quatro anos, em 2018, este dado somou 336. Nos demais anos, a redução se manteve consecutivamente. Em 2015, totalizaram 799; em 2016, foram 693; em 2017, os registros somam 539; e mantêm a redução em 2018, com 336 casos – 37% menos que no ano anterior. A Região Metropolitana de São Luís inclui os municípios de Paço do Lumiar, São José de Ribamar, Rosário e a capital São Luís – cidades onde há maior demanda de ocorrências.

“Os crimes de mortes são o vetor para que se mensure o cenário de violência e um desafio nacional da Segurança. Quando estes registros diminuem, verificamos, também, a retração de outras criminalidades, como os assaltos e o tráfico de drogas. A gestão estadual tem mantido o compromisso com a estruturação da Segurança Pública a partir de investimentos em efetivo, tecnologia e equipamentos. É um conjunto de fatores que melhoram e qualificam a ação policial, gerando segurança à população”, avaliou o secretário de Estado de Segurança Pública (SSP-MA), Jefferson Portela.

O trabalho para manter os índices de queda reflete, também, nos dados de todo o Maranhão, que no período de cinco anos reduziu em 19% os registros de morte violenta. Em 2014, os registros apontam 2.098 casos; ao final de quatro anos, em 2018, este dado somou 1.699 casos. Nos demais anos, os registros oscilaram até a redução gradativa. Em 2015, totalizaram 2.191; em 2016, foram 2.215; em 2017, os registros diminuem 33% somando 1.948 casos; e mantêm a redução em 2018, com 1.699 ocorrências – 14% menos que no ano anterior.

Levantamento mais recente da SSP-MA, que refere ao primeiro quadrimestre deste ano, reforça a diminuição dos casos de mortes violentas na Grande Ilha e o geral no Estado. De janeiro a abril de 2019, totalizaram 123 casos em 2018; caindo para 100 em 2019, o que representa 18,7% menos ocorrências destes crimes. Considerando o Maranhão, a redução é semelhante – 18,9% menos mortes violentas, sendo que em 2018, somaram 571 registros, caindo para 463 em 2019.

O delegado geral de Polícia Civil, Leonardo Diniz, destaca a ação unificada das forças de Segurança Pública e os investimentos do Governo do Estado na produtividade policial. “Observamos um incremento na nossa polícia que nunca houve, assim como em estrutura e melhores condições para o trabalho investigativo. Podemos contar com equipamentos de alta tecnologia e mais ferramentas para que o policial desempenhe bem seu trabalho, refletindo na segurança do cidadão”, pontuou.

O comandante geral da Polícia Militar do Maranhão, coronel Ismael Fonseca, destacou “a prioridade que o Governo do Estado confere à Segurança Pública e aos policiais, investindo em estrutura, em equipamentos que permitem a total atividade e, principalmente, no reconhecimento deste efetivo valoroso, que diariamente coloca a vida em defesa da população maranhense”.

Os investimentos do Governo do Estado incluem aumento do número de policiais, o maior da história do Maranhão; melhoria da infraestrutura de delegacias e batalhões militares que foram construídos, reformados e ampliados; aquisição de novos e modernos veículos, armamentos e equipamentos com tecnologia de ponta; e maior valorização do policial com incremento de vencimentos, concessão de progressões e promoções, que contribuíram para o maior êxito da atividade policial e redução da criminalidade.

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