OPERAÇÃO DOURADO

Polícia derruba esquema de fraude e venda de internet no Maranhão

Linderson Dourado, líder da quadrilha, foi preso na última sexta-feira (14) em São Luís. Investigações acontecem desde 2016

Líder da quadrilha. (Foto: Polícia Civil)

Na última sexta-feira, 14, foi preso em São Luís o principal suspeito por liderar uma quadrilha que interceptava e comercializava sinal de internet. Estima-se que Linderson Dourado Alves e outros 12 homens agiam desde 2015 e chegaram a vender redes a comércios, indústrias e até prefeituras.

A quadrilha fraudava redes em pelo menos 25 municípios do Maranhão, incluindo São Luís. Em cada município, eram criados sites clandestinos para comercializar sinais de internet – desviados por equipamentos roubados da Oi  e era cobrada uma taxa mensal pelo serviço. Ainda não se sabe se os compradores eram coniventes com o crime ou apenas não sabiam. Só em São José de Ribamar, eram mais de 700 clientes.

Além do líder, foram presos também Winderson Junior da Silva, que estava no município de Zé Doca, e Frack Sá, em Vitorino Freire. Os três serão encaminhados à Penitenciária de Pedrinhas. Na operação, a polícia também cumpriu 27 mandados de busca e apreensão em vários municípios maranhenses.

Material apreendido em Zé Doca. (Foto: Polícia Civil)

Os materiais roubados apreendidos foram estimados em mais de R$ 3 milhões – dentre eles, roteadores, antenas, cabos de fibra ótica, placas de slan (com valor médio de R$ 10 mil) e mais de 90 equipamentos tipo pen drives (estimados entre R$ 1,5 mil e R$ 15 mil), utilizados para desviar o sinal de internet.

Operação Dourado

A operação acontece desde 2016, depois da denúncia de furtos de baterias estacionárias da Oi, concessionária de telefonia onde Dourado trabalhava como técnico, em São José de Ribamar. O equipamento roubado custava em torno de R$ 5 mil reais e, em média, eram roubadas 200 baterias da empresa por mês.

Foram mais de 800 ligações interceptadas pela Polícia em 1 ano e 4 meses de investigação. Foi constatado que o suspeito tinha patrimônio bem maior do que seu poder aquisitivo: a casa era de alto padrão e haviam carros de luxo na garagem.

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