POLÍCIA

Servidores da Receita não estão envolvidos no esquema de transporte ilegal de madeira

A Polícia Federal descobriu que policiais rodoviários combinavam horários para a passagem dos caminhões, bem como forneciam informações privilegiadas sobre a realização de operações de fiscalização mediante pagamento de propina.

O Sindicato dos Auditores Fiscais da Receita Estadual do Maranhão (SINDAFTEMA) contestou na última quinta-feira (8), a informação divulgada por parte da imprensa agentes da Receita estariam facilitando o transporte ilegal de madeira no interior do estado.

A notícia compartilhada por diversos blogueiros e alguns jornais dizia que fiscais que trabalham na BR-316 e BR-222 foram presos por permitir que caminhões com madeira ilegal rodassem livremente.

Em nota enviada à imprensa, o Sindicato afirmou que os servidores da Receita Estadual do Maranhão não estavam envolvidos no esquema. “Ressaltamos que não é verdadeira a informação, visto que os fiscais de pista mencionados nas reportagens não fazem parte do quadro de servidores públicos da Secretaria do Estado da Fazenda do Maranhão”, diz a nota do Sindicato.

Na manhã do dia 8, o Ministério Público do Maranhão (MP-MA) divulgou que foi deflagrada a Operação Via Perditionis, que colocou em marcha medidas para desarticular uma quadrilha que facilitava a circulação de madeira clandestina nas estradas que cruzam os municípios ao redor das terras indígenas Awá, Caru e Alto Turiaçu.

Porém, o Ministério Público também errou ao publicar que policiais federais mantinham contatos com policiais rodoviários federais e com outros servidores públicos para combinarem a passagem de caminhões madeireiros durante a madrugada pelas rodovias federais. Quem mantinha tal contato eram os madeireiros. A informação corrigida pelo Ministério Público foi divulgada na manhã desta sexta-feira (9).

Em contato via telefone, o presidente do SINDAFTEMA, Raymundo dos Santos, reforçou que nenhum dos servidores da Receita Estadual do Maranhão está envolvido no esquema de transporte de madeira ilegal.

A Polícia Federal descobriu que policiais rodoviários combinavam horários para a passagem dos caminhões dos madeireiros, bem como forneciam informações privilegiadas sobre a realização de operações de fiscalização, mediante pagamento de propina. A Polícia Rodoviária Federal, inclusive, está colaborando nas investigações. A Operação Via Perditions cumpriu ordens decretadas pela Justiça Federal no Maranhão de prisão temporária, preventiva, busca e apreensão e afastamento do cargo de servidores públicos federais, como os próprios policiais rodoviários.

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