POLÍCIA

Morte de ex-vereador de São Luís ainda é uma incógnita

O político desapareceu nas primeiras horas do dia 1º de agosto; seu corpo foi encontrado no dia seguinte, nas águas do Rio Anil

(Foto: Arquivo)

A Polícia Judiciária continua investigando as circunstâncias da morte do ex-vereador e advogado criminalista João Damasceno, que ocorreu da manhã do dia 1º de agosto passado, na ponte José Sarney, que liga o Centro Histórico com o bairro São Francisco. Os trabalhos investigativos estão sob responsabilidade do delegado Wang Chao, da Delegacia de Homicídio.

O fato foi investigado inicialmente pelo delegado Jeffrey Furtado, que acompanhou o resgate do corpo, encontrado no dia 02 de agosto, no Rio Anil, em uma área de mangues nas proximidades da Camboa, sob a Ponte Bandeira Tribuzi.

Ao Imparcial, o delegado Jeffrey Furtado disse que, na ocasião, foram analisadas imagens do sistema de monitoramento da Secretaria Municipal de Trânsito e Transportes (SMTT), na Avenida Beira-Mar. As imagens mostravam o advogado Damasceno caminhando na Ponte José Sarney, por volta das 6h30 do dia 1º, até o momento em que se vê um vulto lançado à maré. Por conta da distância, as imagens não ficaram bem nítidas, mas familiares do advogado o teriam reconhecido.

O advogado teria saído de casa dizendo que caminharia no Parque do Bom Menino, mas não retornou para casa. A família registrou queixou de desaparecimento no dia seguinte, mesmo dia em que o sócio do advogado, esteva na Superintendência Estadual de Homicídios e Proteção à Pessoa – SHPP e pediu para investigar o caso.

“Quando pegávamos o depoimento dele, tivemos informações de que o corpo do Damasceno havia sido encontrado preso à vegetação do Rio Anil, perto da Ponte Bandeira Tribuzi. O corpo, que estava em um local de difícil acesso, foi retirado pelos bombeiros”, disse Jeffrey Furtado.

O delegado Jeffrey Furtado disse que foram iniciadas as investigações para saber exatamente o que aconteceu com o criminalista, se foi acidente, homicídio ou suicídio. “Os investigadores aguardam os laudos do Instituto Médico Legal e o exame pericial do Instituto de Criminalista, para esclarecer exatamente o que aconteceu”, informou Jeffrey Furtado, que acrescenta que foram encontradas lesões no corpo do advogado características de quem morreu dentro da água.

QUEM ERA

João Damasceno Corrêa Moreira tinha 61 anos. Logo que se graduou em Direito, dedicou-se à advocacia com grande paixão pelas Ciências Criminais, tornando-se um dos mais importantes criminalistas do Maranhão. Apaixonado pelas causas sociais, estava sempre disposto a ajudar a quem o procurava, principalmente aos menos favorecidos dos bairros periféricos, notadamente das comunidades do eixo Monte Castelo-Liberdade, onde era conhecido carinhosamente como “Bazar”.

Com o propósito de ampliar suas ações em prol das comunidades, tornou-se político e ocupou uma cadeira na Câmara Municipal de São Luís em 2013, e em outras ocasiões. Foi secretário municipal no governo da prefeita Conceição Andrade entre 1993 e 1996 e chefe da Controladoria Geral do Município, na gestão do prefeito João Castelo entre 2009 e 2012.

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