A Polícia Federal realizou um mandado de busca e apreensão na residência do ex-presidente Jair Bolsonaro na manhã desta quarta-feira, 8. Os agentes permaneceram no local por cerca de uma hora e meia, mas o relatório oficial da operação indicou que nenhuma arma de fogo foi localizada ou apreendida na casa.
A diligência foi determinada pelo ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal, com o objetivo de esclarecer divergências sobre o paradeiro de armas registradas em nome do ex-presidente. Na semana anterior, o magistrado havia ordenado a suspensão do porte e o recolhimento do arsenal de Bolsonaro. De acordo com os advogados de defesa, os armamentos estavam sob a guarda das instalações do Exército.
A necessidade da busca domiciliar surgiu após o Exército informar que duas das seis armas registradas não foram entregues à Polícia Federal por não terem sido encontradas. Diante disso, a defesa do ex-presidente enviou um esclarecimento ao STF detalhando a localização de cada item.
Segundo os advogados, uma das armas, uma espingarda recebida como presente, encontra-se guardada em uma empresa de importação de produtos bélicos localizada no Rio Grande do Sul.
Em relação à segunda peça, uma pistola da marca Glock, a defesa informou que o objeto já havia sido retido anteriormente com um dos seguranças do ex-presidente e permanece sob custódia da Polícia Civil do Distrito Federal.
Apesar de as autoridades policiais do Distrito Federal não terem apontado irregularidades na documentação dos armamentos, o entendimento do ministro do STF é de que a manutenção da posse de armas é incompatível com a condição de cumprimento de pena.
Jair Bolsonaro cumpre prisão domiciliar temporária em decorrência de uma condenação no ano passado e atualmente se recupera de problemas de saúde.