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Deolane Bezerra: síndrome leva influenciadora a dividir cela

Relatório do MPSP aponta síndrome do pânico durante 45 dias de prisão em Tupi Paulista; defesa pede liberdade domiciliar.

Deolane Bezerra, em registro de sua vida antes da prisão, é alvo de inquérito por lavagem de dinheiro.
(crédito: Reprodução/Instagram)
Deolane Bezerra, em registro de sua vida antes da prisão, é alvo de inquérito por lavagem de dinheiro. (crédito: Reprodução/Instagram)

Um relatório do Ministério Público de São Paulo (MPSP) afirma que Deolane Bezerra relatou sofrer de síndrome do pânico na Penitenciária Feminina de Tupi Paulista, onde está presa há 45 dias. O documento foi apresentado no julgamento do pedido de prisão domiciliar da advogada.

Segundo o MPSP, havia uma cela individual disponível para a influenciadora. No entanto, ela preferiu dividir o espaço com outra detenta por medo de ficar sozinha durante a noite, quando as portas são fechadas.

    A decisão de compartilhar a cela foi voluntária e contou com o consentimento da outra presa. Os pertences de Deolane permaneceram guardados em sua habitação original, de acordo com o órgão.

    O relatório busca rebater os argumentos da defesa, que pede a transferência de Deolane para uma Sala de Estado-Maior ou a concessão de prisão domiciliar. Os advogados alegam falhas nas condições de higiene e saúde da unidade prisional.

    A promotoria, por sua vez, informa não ter encontrado irregularidades na penitenciária relacionadas a superlotação, falta de água potável ou infestação de animais. O MPSP sustenta que o quadro de saúde da investigada não justifica a mudança da prisão preventiva para domiciliar.

    Deolane tornou-se ré no fim de junho pelos crimes de lavagem de dinheiro e associação a organização criminosa. Ela é apontada como suposta receptora de recursos ilícitos ligados à Transportadora Lado a Lado, considerada um braço financeiro do PCC.

    Com base nesses argumentos, o Ministério Público pediu à Justiça que negue o habeas corpus apresentado pela defesa, que tem o apoio da OAB-SP.

    Uma ferramenta de IA foi usada para auxiliar na produção desta reportagem, sob supervisão editorial humana.

    *Estado de Minas