Cidades · clima tenso

Trabalhadores de prestadora de serviços da SEMOSP relatam condições degradantes, cortes salariais e demissões por retaliação

Segundo relatos dos próprios trabalhadores, a rotina nos canteiros de obras e frentes de serviço é marcada por graves violações dos direitos trabalhistas

Escritório da Cerro Construção e Sinalização Ltda localizado em São Luís (Foto: Google Maps)
Escritório da Cerro Construção e Sinalização Ltda localizado em São Luís (Foto: Google Maps)

Funcionários da empresa Cerro Construção e Sinalização Ltda, que prestam serviços terceirizados para a Secretaria Municipal de Obras e Serviços Públicos (SEMOSP), denunciam estar sendo submetidos a condições de trabalho análogas à degradação humana, além de sofrerem assédio moral e retaliações explícitas da gerência.

Segundo relatos dos próprios trabalhadores, a rotina nos canteiros de obras e frentes de serviço é marcada por graves violações dos direitos trabalhistas e humanos básicos. Entre as principais queixas estão:

  • Alimentação estragada e falta de água: Os operários afirmam que as refeições fornecidas pela empresa frequentemente chegam azedas e impróprias para o consumo. Além disso, não há fornecimento de água potável para os trabalhadores enfrentarem as jornadas sob o sol.
  • Condições sanitárias precárias: Os banheiros disponibilizados nos locais de trabalho são descritos como “sem a menor condição de uso”, violando as normas básicas de higiene e segurança do trabalho (NR-24).
  • Atrasos e cortes financeiros: A categoria relata cortes injustificados nos salários, atrasos constantes no repasse do vale-transporte e a ausência total de ticket alimentação.

Demissões por retaliação

O cenário de precariedade se agravou após os trabalhadores tentarem dialogar com a diretoria da Cerro Construção. De acordo com um funcionário, que não quis se identificar, qualquer tentativa de reivindicação por melhorias é rebatida com ameaças de demissão.

A retaliação saiu do campo das ameaças na última quarta-feira, quando dois trabalhadores foram demitidos imediatamente após cobrarem os seus direitos básicos.

Em uma reunião realizada ontem com o corpo de funcionários, os representantes da empresa adotaram uma postura irredutível. Segundo os relatos, a gerência afirmou textualmente que “não tem condições de mudar nada” e que quem quiser continuar empregado terá que aceitar trabalhar sob essas condições.

“Eles falaram que vai ser do jeito que está, e quem reclamar vai para a rua. É um total desrespeito com o pai de família que só quer trabalhar com dignidade”, desabafou um dos funcionários.

O Imparcial entrou em contato com a Cerro Construção e Sinalização Ltda, mas até o momento não houve retorno. O espaço segue aberto para manifestações.

Quer receber as da sua cidade, do Maranhão, Brasil e Mundo na palma da sua mão? notícias Clique e fique por dentro de tudo! para acessar o Grupo de Notícias do O Imparcial AQUI

Siga nossas redes, comente e compartilhe nossos conteúdos: