Polícia · desdobramentos

Operação resgata 40 fiéis de trabalho escravo em igreja de pastor preso por abusos no MA

O pastor David Gonçalves Silva, líder da igreja Shekinah House Church, foi preso no dia 17 de abril

David Gonçalves Silva permanece à disposição da Justiça (Foto: Divulgação)
David Gonçalves Silva permanece à disposição da Justiça (Foto: Divulgação)

Uma força-tarefa composta pelo Ministério do Trabalho, Ministério Público do Trabalho (MPT-MA) e Polícia Federal resgatou, nessa quinta-feira (7), mais de 40 trabalhadores submetidos a condições análogas à escravidão na sede da igreja Shekinah House Church, em Paço do Lumiar (MA). O líder da instituição, pastor David Gonçalves Silva, foi preso suspeito de crimes que incluem abusos sexuais e punições físicas contra os fiéis.

De acordo com o MPT-MA, as vítimas viviam em condições degradantes. Após a interdição do local pela Vigilância Sanitária, os resgatados foram encaminhados para centros de acolhimento da Secretaria de Estado de Direitos Humanos. Devido à presença de animais em um haras na propriedade, parte dos trabalhadores permanecerá temporariamente no local para garantir os cuidados básicos, sob supervisão.

A operação, considerada de alta complexidade, contou com o apoio da Polícia Militar, Ministério Público Estadual, Defensoria Pública, assistentes sociais e equipes do Samu.

Operação “Falso Profeta”

O pastor David Gonçalves Silva, líder da igreja Shekinah House Church, foi preso no dia 17 de abril no bairro Recanto do Poeta, em Paço do Lumiar. Investigado por uma série de crimes estarrecedores — incluindo estupro de vulnerável, posse sexual mediante fraude, estelionato e associação criminosa —, o líder religioso foi alvo da operação “Falso Profeta”.

O avanço das investigações só foi possível graças à coragem de uma das vítimas, que conseguiu romper o isolamento, fugir do imóvel vinculado à congregação e denunciar o esquema de abusos às autoridades.

A Polícia Federal assumiu, no dia 27 de abril, a investigação sobre as atividades do pastor David. A entrada da corporação federal no caso foi motivada por uma denúncia do Ministério Público do Trabalho (MPT), que aponta indícios contundentes de trabalho análogo à escravidão.

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