Segurança · maranhão

MPMA e SSP articulam força-tarefa contra facções e invasões de terras no estado

Reunião definiu integração entre investigações, inteligência e operações policiais; parceria com o Gaeco deve ser formalizada por acordo técnico.

Cúpula do sistema de segurança e MPMA discutiram ações conjuntas. (Divulgação- MPMA)
Cúpula do sistema de segurança e MPMA discutiram ações conjuntas. (Divulgação- MPMA)

O avanço de casos de ocupações irregulares em São Luís e a atuação de facções criminosas no Maranhão colocaram representantes do sistema de segurança pública e do Ministério Público na mesma mesa nessa quarta-feira (20). A reunião estratégica ocorreu na sede da Procuradoria-Geral de Justiça (PGJ), na capital maranhense.

O encontro teve como foco a definição de medidas conjuntas para fortalecer o enfrentamento ao crime organizado e responder aos recentes episódios relacionados a invasões e ocupações de terras registrados em São Luís.

A proposta discutida pelas instituições prevê maior integração entre os setores de inteligência, investigações e forças operacionais, ampliando a troca de informações e a atuação coordenada entre os órgãos envolvidos.

A reunião foi conduzida pelo procurador-geral de Justiça, Danilo de Castro, e contou com a participação da secretária de Estado da Segurança Pública, coronel Augusta Ribeiro; do comandante-geral da Polícia Militar, coronel Wallace Amorim; do delegado-geral da Polícia Civil, Augusto Barros Neto; e do procurador-geral do Estado, Denilson Almeida.

Um dos principais encaminhamentos definidos durante o encontro foi a aproximação entre as investigações conduzidas pelo Grupo de Atuação Especial de Combate às Organizações Criminosas (Gaeco) e os órgãos estaduais de segurança.

O procurador-geral orientou o coordenador do Gaeco, Haroldo Paiva de Brito, a atuar em parceria com as forças de segurança nos inquéritos policiais e procedimentos investigatórios criminais já em andamento. A atuação conjunta deve ser oficializada por meio de um Termo de Cooperação Técnica.

Também participaram da reunião promotores ligados a áreas consideradas estratégicas, entre elas conflitos agrários, inteligência e assuntos institucionais.