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Dólar aumenta com disparada do petróleo e guerra no Irã

Tensão no Estreito de Ormuz eleva preço do petróleo e gera cautela nos mercados globais

Guerra comercial (Foto: Divulgação)
Guerra comercial (Foto: Divulgação)

O mercado financeiro brasileiro refletiu o aumento das tensões geopolíticas internacionais nesta segunda-feira (4). O dólar encerrou o dia com alta de 0,32%, cotado a R$ 4,96, enquanto o Ibovespa, principal índice da B3, registrou queda de 0,92%, fechando aos 185.600,22 pontos. O movimento de aversão ao risco foi motivado pelo acirramento dos confrontos envolvendo Estados Unidos, Israel e Irã, com foco estratégico no Estreito de Ormuz.

A região, por onde transita aproximadamente 20% da produção global de petróleo, tornou-se o epicentro de novos combates. Relatos indicam a destruição de embarcações militares iranianas por forças americanas, além de ataques aéreos relatados pelos Emirados Árabes Unidos contra sua infraestrutura portuária e petroleira.

Embora o governo do Irã negue algumas dessas ações, a incerteza sobre o fluxo da commodity disparou os preços do barril no mercado mundial. O petróleo tipo Brent saltou 5,79%, atingindo US$ 114,44, enquanto o WTI subiu 4,39%, negociado a US$ 106,42.

O cenário de instabilidade contaminou as bolsas internacionais e elevou a remuneração dos títulos do Tesouro dos Estados Unidos (Treasuries), considerados ativos de segurança. Na Europa, os principais índices registraram perdas acentuadas, com o DAX (Alemanha) e o CAC 40 (França) recuando mais de 1%. Em Nova York, o Dow Jones liderou as perdas com queda de 1,08%, seguido pelo S&P 500 e Nasdaq, que também operaram no terreno negativo.

No Brasil, a combinação de petróleo mais caro e fuga de capital para mercados desenvolvidos pressionou os juros futuros e a cotação da moeda nacional.

Analistas apontam que a continuidade da trajetória do mercado dependerá da extensão dos conflitos no Golfo Pérsico e de possíveis impactos adicionais na cadeia de suprimentos de energia, que podem pressionar a inflação global e alterar as políticas monetárias dos principais bancos centrais.