O ministro da Secretaria de Relações Institucionais (SRI), José Guimarães, sinalizou nesta quinta-feira (16 de abril) que o governo federal está disposto a aceitar um aumento no endividamento nacional para proteger a população dos efeitos econômicos da guerra no Oriente Médio. Durante encontro com jornalistas no Palácio do Planalto, Guimarães defendeu que os prejuízos do conflito internacional não devem ser transferidos diretamente para o cidadão comum, justificando que a preservação da “economia popular” é uma prioridade que pode exigir flexibilização fiscal.
O foco central da preocupação governamental é a escalada dos preços dos combustíveis. O ministro revelou que a Casa Civil e a equipe econômica trabalham na elaboração de novas medidas para evitar que a volatilidade do mercado global de petróleo encareça drasticamente o diesel e a gasolina no mercado interno.
Embora não tenha detalhado os mecanismos que serão utilizados, ele afirmou que o objetivo principal é impedir que o peso tributário e a alta das commodities recaiam sobre os consumidores finais.
Além do combate à inflação de energia, Guimarães classificou as ações tomadas até o momento como insuficientes para conter o “estrago” causado pelo cenário geopolítico. Ele destacou que, paralelamente ao controle de preços, o governo pretende intensificar os debates internos sobre o endividamento das famílias brasileiras, buscando formas de reverter a inadimplência e recuperar o poder de compra da população.
O anúncio oficial do novo pacote de medidas é esperado para os próximos dias, após a conclusão dos estudos técnicos liderados pela área econômica.