As unidades de saúde de São Luís têm registrado aumento nos atendimentos e internações relacionados à chamada “virose da mosca”, nome popular dado às doenças diarreicas agudas (DDA) e gastroenterites infecciosas, geralmente causadas por vírus ou bactérias transmitidos por alimentos e água contaminados. O problema costuma se intensificar em períodos de calor e chuvas, quando há maior proliferação de moscas e maior risco de contaminação de alimentos.
No Maranhão, os números chamam atenção. Últimos levantamentos epidemiológicos indicam que, entre 2019 e 2024, foram registradas 69.304 internações por diarreia e gastroenterite de origem infecciosa no estado, com média anual de cerca de 13,8 mil hospitalizações. A tendência observada é de crescimento ao longo dos anos, chegando a 15.227 internações em 2024, o maior número do período analisado.
Os dados mostram que as internações atingem principalmente crianças pequenas, sobretudo na faixa de 1 a 4 anos, considerada mais vulnerável devido ao sistema imunológico ainda em desenvolvimento e à maior exposição a ambientes contaminados. Essa faixa etária concentra cerca de 24% das internações registradas no estado, evidenciando o impacto da doença na primeira infância.
Para entender os riscos e as formas de combate, conversamos com as infectologistas Dra. Maria dos Remédios Freitas Carvalho Branco e Dra. Rosângela Cipriano de Sousa.
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