Em meio às articulações que começam a redesenhar o cenário político para as eleições de 2026, partidos e lideranças intensificam debates sobre alianças, estratégias eleitorais e posicionamentos programáticos. No campo progressista, as conversas sobre federações partidárias — mecanismo que permite a atuação conjunta de legendas por pelo menos quatro anos — têm provocado divergências internas e diferentes avaliações sobre o melhor caminho para fortalecer projetos políticos regionais e nacionais.

Foi nesse contexto que o dirigente nacional do Partido Socialismo e Liberdade (PSOL), Enilton Rodrigues, comentou a decisão recente da sigla de não avançar em uma federação com o Partido dos Trabalhadores (PT). Em entrevista à TV Mirante, ele afirmou que a definição não altera a estratégia política do partido no Maranhão, onde a legenda mantém o projeto de disputar o governo estadual com candidatura própria.
Segundo Enilton, a posição foi tomada durante reunião da direção nacional do PSOL, que deliberou três pontos centrais para o período eleitoral que se aproxima. Entre as resoluções aprovadas está o apoio à reeleição do presidente Luiz Inácio Lula da Silva já no primeiro turno da disputa presidencial.
Além disso, o partido decidiu renovar a federação partidária que mantém com a Rede Sustentabilidade e rejeitou formalmente a proposta de formação de uma federação com o PT. De acordo com o dirigente, a proposta de aliança com os petistas foi derrotada com 76% dos votos no diretório nacional da legenda.
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