Saúde · PREVENÇÃO

Maranhão registra 52 casos de câncer de colo do útero em 2026

Levantamento aponta novos diagnósticos no estado e reforça alerta para prevenção e vacinação contra o HPV.

Doença é frequente também em mulheres do Maranhão. (Foto: Reprodução)
Doença é frequente também em mulheres do Maranhão. (Foto: Reprodução)

O Maranhão já contabiliza 52 novos casos de câncer de colo do útero apenas nos primeiros meses de 2026, segundo dados do sistema público de saúde. O número acende o alerta em meio ao Dia de Conscientização sobre a doença, lembrado nesta quinta, 26 de março.

No ano passado, foram 909 registros no estado. Em 2024, o total chegou a 1.011 casos. Em todo o país, o câncer de colo do útero segue entre os mais frequentes entre mulheres, com estimativa de mais de 19 mil novos diagnósticos anuais, de acordo com o Instituto Nacional de Câncer.

A doença está diretamente ligada ao HPV, infecção sexualmente transmissível considerada a mais comum no mundo. O vírus é responsável por praticamente todos os casos desse tipo de câncer e pode afetar também homens, estando associado a tumores no pênis, ânus e garganta.

Em muitos casos, o HPV não apresenta sintomas, o que dificulta o diagnóstico precoce. Quando aparecem, os sinais podem incluir coceira, ardência, desconforto durante relações sexuais e lesões na região genital. Por isso, exames de rotina são fundamentais para identificar alterações ainda no início.

A principal forma de prevenção combina o uso de preservativo com a vacinação, disponível gratuitamente pelo Sistema Único de Saúde. O público-alvo inclui crianças e adolescentes, além de grupos específicos, como pessoas imunossuprimidas.

“O principal objetivo da vacinação é gerar imunidade sem que o organismo precise enfrentar a doença. No caso do HPV, isso significa reduzir drasticamente o risco de câncer relacionado ao vírus”, afirma o oncologista Aumilto Augusto da Silva Junior, da Organização Nacional de Acreditação.

Apesar da oferta gratuita, a adesão ainda enfrenta resistência, muitas vezes por desinformação. Parte dos adolescentes desconhece que a vacina previne o câncer ou acredita em mitos já desmentidos por especialistas.

O diagnóstico precoce segue como fator decisivo para aumentar as chances de cura. Segundo especialistas, a organização dos serviços de saúde e o acesso rápido a exames são essenciais para evitar o avanço da doença.