Brasil · atrás das grades

Homem é condenado a 18 anos de prisão por matar adolescente em Codó

Conselho de Sentença acolhe tese de homicídio qualificado por motivo fútil; crime ocorreu após vítimas buscarem abrigo da chuva em quiosque de frutas

Homem é condenado a 18 anos de prisão por matar adolescente em Codó

O Tribunal do Júri da Comarca de Codó condenou, na última terça-feira (11), o réu Bruno Vinicios Silva Barros, conhecido como “Degarde” ou “Brunão”, a uma pena de 18 anos e nove meses de reclusão. O julgamento, presidido pelo juiz João Batista Coelho Neto, refere-se ao assassinato do adolescente L. E. D. S., ocorrido em março de 2025. O Conselho de Sentença reconheceu a materialidade e a autoria do crime, além das qualificadoras apresentadas pela acusação, mantendo a prisão do réu agora em caráter definitivo para execução da pena.

O crime aconteceu no bairro São Sebastião, quando a vítima e outro adolescente, P. R. M. A., foram surpreendidos por uma forte chuva enquanto pedalavam. Segundo os autos, os jovens buscaram abrigo em um quiosque de frutas fechado na Rua Leontino Ramos.

Bruno Barros teria saído de sua residência irritado e confrontado os adolescentes, acusando-os injustamente de tentativa de arrombamento do estabelecimento. Intimidados, os jovens fugiram a pé, abandonando suas bicicletas no local.

A tragédia ocorreu no momento em que os adolescentes retornaram para recuperar as bicicletas e não as encontraram. Naquele instante, foram abordados pelo acusado, que efetuou disparos de arma de fogo contra ambos. As vítimas chegaram a ser socorridas por um terceiro e levadas ao hospital, mas L. E. D. S. não resistiu aos ferimentos.

Durante a sessão do júri, o Ministério Público sustentou a condenação por homicídio qualificado e tentativa de homicídio, enquanto a defesa pleiteou a absolvição alegando insuficiência de provas.

Na decisão final, os jurados decidiram condenar Bruno Barros pelo homicídio consumado, motivado por fator fútil, mas optaram pela absolvição em relação à tentativa de homicídio contra o segundo adolescente. Com o veredito, o magistrado fixou a sentença em regime fechado, transformando a custódia preventiva do réu em prisão definitiva.

O caso encerra um episódio que gerou forte comoção na comunidade local pela natureza desproporcional da violência aplicada contra os menores.