Polícia · mortes

Final de semana registra dois feminicídios seguidos de suicídios no Maranhão

Os episódios acendem o alerta para os índices de violência doméstica e o impacto psicológico sobre as famílias

Auriane Silva Castro e Joana de Carvalho (Foto: Reprodução)
Auriane Silva Castro e Joana de Carvalho (Foto: Reprodução)

O último final de semana foi marcado pela violência brutal contra a mulher em duas cidades do Maranhão. Em ocorrências distintas, mas com desfechos semelhantes, duas mulheres foram assassinadas por seus companheiros que, logo após os crimes, tiraram as próprias vidas. Os episódios acendem o alerta para os índices de violência doméstica e o impacto psicológico sobre as famílias, especialmente em casos presenciados por menores.

Feminicídio em Itinga do Maranhão

Na noite do último sábado (28) no bairro Coqueiral, em Itinga do Maranhão, Auriane Silva Castro foi morta a facadas pelo companheiro, Charles Bezerra da Silva, que tirou a própria vida logo após o crime ao se lançar na frente de um caminhão.

Segundo informações da Polícia Militar, o ataque ocorreu por volta das 22h, logo após Auriane retornar de um encontro com amigos. Enquanto a vítima se preparava para dormir, foi surpreendida pelo agressor com golpes de faca.

Feminicídio em Nina Rodrigues

Também na noite do último sábado (28), uma tragédia marcou a zona rural de Nina Rodrigues. No povoado Vila Munim, Joana de Carvalho, de 30 anos, foi assassinada a facadas pelo ex-companheiro, Alberton dos Santos, conhecido como “Branco”, de 37 anos. Após cometer o crime, o agressor tirou a própria vida no local.

De acordo com informações preliminares, Joana foi atacada com golpes de faca e não resistiu aos ferimentos. O crime deixa um rastro de dor familiar: a vítima era mãe de quatro filhos, que agora enfrentam a perda precoce da mãe.

Logo após o ataque, Alberton utilizou uma espingarda para cometer suicídio, sendo encontrado sem vida na mesma cena do crime. O caso está sob a responsabilidade da Polícia Civil, com coordenação do delegado Thiago Castro, titular das delegacias de Vargem Grande e Nina Rodrigues.

O impacto do feminicídio

Casos de feminicídio seguidos de suicídio do agressor apresentam um desafio adicional para as investigações, pois a punibilidade é extinta com a morte do autor. No entanto, o impacto social e o trauma deixado nos filhos e familiares tornam-se o foco das redes de apoio.

A Polícia Civil do Maranhão reforça a importância da denúncia precoce. Muitas vezes, o ciclo de violência começa com agressões verbais e controle excessivo, escalando para a violência física.

Onde buscar ajuda?

Se você sofre violência ou conhece alguém que esteja em perigo, não se cale. A ajuda pode salvar vidas:

  • 180: Central de Atendimento à Mulher (orientação e denúncia).
  • 190: Polícia Militar (para situações de emergência).
  • Delegacias da Mulher: Atendimento especializado para registro de ocorrências e solicitação de medidas protetivas.
  • CVV (188): Centro de Valorização da Vida (apoio emocional e prevenção ao suicídio).

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