O Centro Cultural Vale Maranhão abre, nesta terça-feira (31), a exposição “Fio d’água”. A mostra aposta em uma experiência imersiva com realidade aumentada e narrativas que provocam reflexão sobre os oceanos.
O trabalho surgiu de uma residência artística realizada em 2024 pelas francesas Elsa Mroziewicz e Cécile Palusinski. A proposta leva o público por seis cidades flutuantes imaginárias, inspiradas em diferentes partes do mundo, como Taiwan, Índia, Marrocos e o Nordeste brasileiro.

As artistas explicam a ideia: “Estas cidades flutuantes são espaços reais e poéticos, que combinam soluções ecológicas e narrativas imaginárias, alimentadas pela mitologia ligada à água. São grandes quadros sonoros em realidade aumentada que permitem descobrir inovações, com a ideia subjacente de criar pontes entre a arte e a ciência.”
Durante a visita, o público acompanha um diário de bordo ficcional, além de entrevistas e relatos de especialistas e comunidades. O percurso amplia o olhar sobre iniciativas que já enfrentam os impactos ambientais. “Cada quadro é uma porta de entrada para outro lugar, mas também um convite a refletir sobre o nosso lugar no mundo”, afirmam.
Entre os destaques, estão os bordados produzidos por integrantes do Bumba Meu Boi da Floresta, grupo ligado ao mestre Mestre Apolônio. As peças incorporam elementos da cultura popular maranhense e dialogam com a proposta da mostra.
A exposição fica aberta de terça a sábado, das 10h às 19h, com entrada gratuita.