A capital maranhense recebe, a partir das 19h desta quarta-feira (25), a exposição “Costura de Cores Ancestrais – A RETOMADA”. Instalada no Chão SLZ, localizado na Rua do Giz, nº 167, no Centro Histórico de São Luís, a mostra é o foco central do projeto “Direito à Memória”, idealizado pela artista manauara Keila-Sankofa. O trabalho propõe uma reparação histórica: recontar, através da arte, as trajetórias de pessoas pretas e indígenas que foram registradas de forma violenta pela expedição fotográfica racista “Thayer”, no século XIX.
A exposição utiliza a poética para transmutar imagens coloniais em “obras-bandeiras”, devolvendo humanidade, nomes e origens a indivíduos que a história oficial tentou apagar. “Nosso trabalho é recriar essas imagens e intervir na paisagem, retratando desejos e constituições familiares”, afirma Keila-Sankofa. Esta é a primeira vez que a mostra circula fora do Amazonas, reafirmando o desejo da artista de ocupar toda a Amazônia com as vozes dos seus próprios protagonistas.
Programação
Além da mostra, a programação terá, também, outras duas ações culturais previstas no mesmo local, como minicurso e mesa de debate – sendo esta intitulada “Chão e Direito à Memória”, que contará com os artistas Keila-Sankofa e Dinho Araújo, e será nesta quinta-feira (26), às 19h, totalmente gratuita e aberta a todos os públicos.
Já o minicurso, com o título “Memória interrompida: arquivos coloniais e reparação histórica”, ocorrerá nos dias 2 e 3 de abril, das 15h às 18h, ministrada por Patrícia Melo – responsável pela assessoria histórica da exposição. A ação, também gratuita, terá acesso livre nos dois dias de atividade.
Quer receber as da sua cidade, do Maranhão, Brasil e Mundo na palma da sua mão? notícias Clique e fique por dentro de tudo! para acessar o Grupo de Notícias do O Imparcial AQUI
Siga nossas redes, comente e compartilhe nossos conteúdos: