O prefeito Eduardo Braide anunciou, nesta sexta-feira (13), a abertura de uma representação criminal junto à Polícia Federal para investigar as paralisações no sistema de transporte público da capital. O objetivo do inquérito é apurar se há motivações criminosas por trás das recentes greves que afetaram a cidade.
Segundo o prefeito, a investigação deve focar em possíveis crimes contra a organização do trabalho. Além disso, a prefeitura solicita que a PF verifique o descumprimento de decisões judiciais que obrigam a manutenção de uma frota mínima circulando durante os períodos de paralisação.
Braide afirmou que a medida é necessária para esclarecer “o que está por detrás das greves” e evitar que a população sofra com novas interrupções prolongadas no serviço essencial de transporte.
“A medida busca apurar possíveis crimes relacionados à paralisação do sistema de transporte coletivo da capital”, destacou o gestor em pronunciamento.
Greve dos rodoviáros
Conforme já esperado e amplamente anunciado durante a semana, a frota de ônibus do sistema urbano de São Luís não opera nesta sexta-feira (13) por causa da paralisação dos rodoviários. Com os coletivos nas garagens, passageiros enfrentam dificuldades para se deslocar nas primeiras horas do dia.
Já os ônibus do sistema semiurbano estão circulando normalmente na Grande São Luís. A categoria informou que quase todas as empresas da região metropolitana seguem em operação. Mesmo assim, os veículos não entram no Terminal da Cohab.
A paralisação do sistema urbano ocorre após atraso no pagamento do reajuste salarial dos trabalhadores, segundo o Sindicato dos Rodoviários do Maranhão (Sttrema). Sem acordo com as empresas, a categoria decidiu manter os ônibus nas garagens nesta sexta-feira.
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