São Luís recebe, nesta segunda-feira (2), a terceira edição do Presente de Yemanjá, celebração que reúne terreiros, manifestações culturais e ações de fortalecimento do afroempreendedorismo. A programação tem início às 13h, no Forte Santo Antônio da Barra, na Península da Ponta d’Areia.
O evento é realizado pelas Mulheres de Axé do Brasil e pelo Ilê Ashé Ogum Sogbô, em parceria com a Feira MA PRETA, e conta com o apoio de coletivos, instituições e comunidades tradicionais. A iniciativa consolida-se como uma das principais homenagens públicas à orixá Yemanjá no Maranhão.
Nas tradições de matriz africana e afro-brasileiras, Yemanjá é reconhecida como Iyá Ori, a Mãe de todas as cabeças. Em São Luís, conhecida como Ilha da Encantaria, a celebração representa um momento de fé, ancestralidade e afirmação cultural das comunidades de terreiro.
Desde 2023, o Presente de Yemanjá passou a integrar o calendário cultural e religioso da cidade, reunindo cortejos, rituais tradicionais, apresentações artísticas e ações voltadas à valorização da economia criativa negra.
A edição deste ano contará com a participação de terreiros de matriz africana e afro-brasileira de São Luís e da Região Metropolitana, reafirmando o caráter coletivo e ancestral da celebração.
A programação cultural inclui apresentações do Bloco Abiyeyê Maylô, Bateria da Turma do Quinto, show da artista Gisele Padilha, Samba de Mina, Tambor de Crioula Crioulos e Crioulas, Bloco Afro Aiyê Amadê e Fernando de Yemanjá e Samba de Terreiro.
Durante todo o dia, o público também poderá visitar a Feira MA PRETA, que reúne afroempreendedoras e afroempreendedores, com destaque para mulheres negras e de terreiro, promovendo geração de renda e valorização dos saberes tradicionais.
Em parceria com o Instituto IGEP, o evento oferece serviços gratuitos à comunidade, como atendimento jurídico, orientação nutricional e massoterapia, entre outras ações de cuidado e bem-estar.
O Presente de Yemanjá reafirma o direito à fé, à memória e à ocupação dos espaços públicos pelas comunidades tradicionais, contribuindo para o combate ao racismo religioso e a valorização do patrimônio cultural imaterial do Maranhão.