O Bloco Serpentina comemora uma década de história no Carnaval de São Luís, reafirmando sua identidade pautada na música autoral, na convivência artística e na memória dos antigos carnavais de rua. Em 2026, a concentração ocorre na Rua Godofredo Viana, próximo ao Teatro Arthur Azevedo, a partir das 16h, em dois dias de folia:
- Sábado (14): Concentração e festa no Centro.
- Segunda-feira (16): Concentração seguida de cortejo até o Laborarte, onde acontece o encerramento da programação.
Um Carnaval de encontros
O Serpentina consolidou-se na última década como uma alternativa para quem busca um clima familiar e artístico. O coletivo é formado por músicos, atores, artistas visuais e bailarinos da cena maranhense. O grande diferencial é o repertório 100% autoral, fruto de uma criação compartilhada entre seus integrantes.
Bloco Serpentina
A trajetória começou em 2013, quando o idealizador Alessandro Luiz Silva, então morador de São Paulo, projetou a alegoria da serpente inspirado pelos festivais orientais da Liberdade (SP) e pelo carnaval maranhense.
Ao lado de Ricardo Coutinho e Fernando Gomes, compôs o hino do bloco. Com o retorno do grupo a São Luís e a adesão de novos artistas, o projeto amadureceu até o seu primeiro desfile oficial, realizado em 2016.
O nome e a estética do bloco bebem da fonte do imaginário popular ludovicense. A lenda da serpente encantada, que cresce sob as galerias da cidade, é a alegoria central do grupo.
“Se na narrativa tradicional o despertar da serpente anuncia o fim da ilha, no Serpentina ela surge como símbolo de encontro. A cada ano, o mito deixa o subterrâneo para ocupar as ruas e transformar a lenda em celebração.”
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