A comemoração dos 40 anos da Máquina de Descascar’Alho promete ser inesquecível neste carnaval de 2026. O primeiro grito de carnaval realizado há décadas pelo grupo, no bairro da Madre Deus, já será agora, dia 1º de janeiro, e as comemorações se estenderão até o fim do período carnavalesco.
O famoso e tradicional bloco carnavalesco maranhense, fundado no bairro Madre Deus, em São Luís, celebra suas quatro décadas de existência no carnaval de rua, com shows e cortejos festivos, misturando música, tradição e cultura popular do Maranhão.

“Depois do dia 1º, na Madre Deus, quando faremos nosso tradicional pré-carnaval, a partir das 15h, saindo do Morro do Querosene, a Máquina fará em todos os sábados do mês de janeiro, a saída em um determinado ponto da cidade. Essa é uma das novidades para 2026”, anuncia Silverio Jr., o Boscoto, um dos fundadores do bloco.
A primeira saída será no dia 3 de janeiro (sábado), a partir das 15h, na Praça Deodoro. Os outros locais serão anunciados em breve. Mas antes, não custa lembrar, na quinta-feira, dia 1º de janeiro, a Madre Deus vai ferver em uma grande festa no bairro.
“A Máquina de Descascar’Alho”
A Máquina surgiu no contexto do carnaval dos anos 1980, quando as festas em clubes eram a sensação, e o carnaval de passarela era mais efervescente. Clubes como Lítero, Jaguarema, Casino Maranhense, eram muito frequentados, porém, nem todos tinham acesso. Foi aí que a turma, que queria brincar o carnaval, mas não tinha dinheiro para entrar nos clubes, resolveu encontrar algo para se divertir. Surgiu o Unidos de Última Hora, que saía pela manhã.
Cinco anos depois, em 1986, se transformou em Máquina, dando uma ideia de locomotiva, movimento. Juntar o “descascar” com “alho”, foi para dar ideia de algo ardente. “A partir daí, o nome pegou, o grupo também, a gente começou a percorrer as ruas do Centro, teve adesão de muita gente. A Máquina surgiu com esse nome a partir de 1986, surgida com essa carência da gente preencher o carnaval que era muito de passarela e clubes”, explicou Boscotô.
O grupo se consolidou ao longo dos anos, participando de inúmeros cortejos, festivais e shows na cidade, no circuito Centro e periferia da Ilha, como forma de estabelecer sua expressiva veia musical a fim de alcançar o reconhecimento do público em geral.
Hoje, a Máquina tem apresentações no carnaval de rua e também com banda de palco. São mais de 30 compositores que emplacam marchas de carnaval, samba, blocos tradicionais, tambores de crioulas, afoxés, que são a base do repertório do grupo, um repertório eclético que inclui a produção dos compositores maranhenses, com deferência às obras imortais dos artistas da terra, chegando às mais diversas agremiações locais, como a Turma do Quinto, Favela do Samba, Não Enxiriza Malandro, Bloco Akomabu, Jegue Folia, Confraria do Copo, Vagabundos do Jegue, Bicho Terra, Fuzileiros da Fuzarca.
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