Polícia · "Júnior Garimpeiro"

Prefeito de cidade do Maranhão é preso por extração e transporte ilegal de ouro em MT

Segundo a PM, o garimpo estava sendo realizado em território indígena

A Polícia Militar de Mato Grosso prendeu o prefeito de Centro Novo do Maranhão, Joedson Almeida dos Santos, conhecido como
A Polícia Militar de Mato Grosso prendeu o prefeito de Centro Novo do Maranhão, Joedson Almeida dos Santos, conhecido como "Júnior Garimpeiro" (Foto: Reprodução)

A Polícia Militar de Mato Grosso prendeu o prefeito de Centro Novo do Maranhão, Joedson Almeida dos Santos, conhecido como “Júnior Garimpeiro” (PSDB), e outras três pessoas por suspeita de extração e transporte ilegal de ouro e minérios. A ação ocorreu na tarde dessa quarta-feira (12), durante uma fiscalização na rodovia MT-430.

De acordo com o boletim da ocorrência, o grupo foi abordado em uma caminhonete Ranger preta. Os ocupantes apresentaram versões contraditórias sobre o destino da viagem, o que levantou suspeitas dos policiais.

Durante a revista, foram encontradas duas sacolas contendo fragmentos de minérios e cerca de 10 gramas de ouro, além de rádios comunicadores, celulares, notas fiscais e uma agenda com termos e listas de materiais escritos em língua indígena, o que segundo a PM, pode indicar atividade ilegal em território indígena.

Foram encontradas duas sacolas contendo fragmentos de minérios e cerca de 10 gramas de ouro, além de rádios comunicadores, celulares, notas fiscais e uma agenda (Foto: Divulgação/Polícia Militar do Mato Grosso)

O material foi encaminhado para a Perícia Oficial e Identificação Técnica (Politec), que deve confirmar a composição dos fragmentos apreendidos e a origem dos minérios. Segundo a PM, Joedson já possuía antecedentes por envolvimento em extração irregular de recursos minerais pertencentes à União. Aos policiais, o prefeito afirmou que o grupo retornava de uma região de garimpo em Paranaíta (MT), onde teriam coletado o material apreendido.

Os quatro suspeitos foram conduzidos à Delegacia de Polícia Civil de Confresa, junto com o veículo e os objetos apreendidos. O caso será investigado em conjunto com o Ministério Público Federal (MPF), por envolver possíveis crimes contra a União e o meio ambiente. A Lei nº 8.176/1991 prevê pena de um a cinco anos de reclusão para quem explora recursos minerais sem autorização legal.

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