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Museu Casa de Nhozinho realiza exposição sobre ex-votos, objetos relacionados à fé e ao divino

Esses objetos podem ser desde pinturas e estatuetas. até objetos pessoais ou representações do corpo humano, e são colocados em igrejas, santuários ou outros locais sagrados

(Foto: Divulgação)
(Foto: Divulgação)

O Museu Casa de Nhozinho abre nesta terça-feira (5), a partir das 9h, a exposição “Ex-votos: Memórias da Fé”. Os ex-votos são objetos ofertados a divindades ou santos em agradecimento por graças alcançadas ou pedidos atendidos, comumente encontrados em contextos católicos, especialmente no Brasil. Esses objetos podem ser desde pinturas e estatuetas. até objetos pessoais ou representações do corpo humano, e são colocados em igrejas, santuários ou outros locais sagrados.

A exposição, de longa duração, exibe peças que fazem parte da exposição das cerâmicas e das Coleções adjuntas. De acordo com o gestor do Museu e curador da exposição, João Marcos Oliveira, os ex-votos são uma expressão de fé e devoção, manifestando a gratidão do devoto pela ajuda recebida e reforçando a ligação com o divino.

Eles podem ser encontrados em diversas formas e materiais, refletindo a cultura e as crenças de cada época. Geralmente são colocados em locais de culto, como igrejas, santuários, capelas, ou em espaços específicos, como salas de milagres. Em sua pesquisa, João Marcos aponta que a expressão vem do latim ex-voto suscepto (“o voto realizado”).

São obras de arte popular que expressam um tipo de troca com o divino, sendo observadas em todas as épocas e culturas artísticas. Existem incertezas sobre sua origem, embora algumas fontes localizem-na entre os fenícios.

No Maranhão, ao se abordar local sagrado, a cidade de São José do Ribamar é logo apontada, atraindo todos os anos, principalmente no mês de setembro (comemoração do santo), extenso número de devotos e onde podem ser encontrados na praia muitos barquinhos carregando bilhetes, fotografias e ex-votos de pessoas que tiveram seus milagres atendidos pelo santo.

Em Vargem Grande, distante 173km da capital maranhense, é realizada uma grande romaria de devotos de São Raimundo dos Mulundus – vaqueiro santificado pelo povo, que viveu e morreu tragicamente no povoado de Mulundus -, daí o motivo da romaria ser bastante procurada por um grande número de vaqueiros da região. Madeira e barro são os elementos da natureza trabalhados pelos artesãos maranhenses, comumente chamados por “santeiros” ou “milagreiros”.

Em Codó, no santuário de Pardinha (garoto pobre e deficiente que morreu atropelado), muitos depositam ex-votos e garrafas d’água, em pagamento de promessa. Geralmente são colocados em locais de culto, como igrejas, santuários, capelas, ou em espaços específicos, como salas de milagres.

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