A batalha pelo controle do diretório estadual do Partido dos Trabalhadores no Maranhão, marcada por semanas de embates e articulações de bastidores, ganhou um capítulo decisivo nesta terça-feira (12). O desembargador Ricardo Duailibe, do Tribunal de Justiça do Maranhão, validou a reeleição de Francimar Melo à presidência da legenda, pondo fim — ao menos temporariamente — a uma disputa que dividia o partido e ameaçava paralisar sua atuação política no estado.
A decisão foi proferida no julgamento de um Agravo de Instrumento apresentado pela direção nacional do PT contra a sentença do juiz Márcio Castro Brandão, que, no dia 4 deste mês, havia anulado o resultado do Processo de Eleição Direta (PED) de 2025. Na ocasião, Brandão determinou a realização de um segundo turno entre Genilson Alves e Raimundo Monteiro, segundo e terceiro colocados no pleito.
Duailibe acatou a argumentação da cúpula nacional do partido, que sustentou que a decisão de primeira instância se apoiava em premissas equivocadas, ignorando a autonomia partidária garantida pela legislação brasileira. O PT argumentou ainda que a impugnação à candidatura de Melo foi protocolada fora do prazo e sem a consistência jurídica necessária para invalidar a eleição.
Outro fator decisivo para o magistrado foi a posse de Francimar Melo, já realizada no dia 3 de agosto de 2025. Para Duailibe, desfazer o resultado nesse momento poderia provocar instabilidade e abrir espaço para uma nova onda de disputas judiciais, prejudicando o funcionamento da legenda em um período estratégico para articulações políticas de 2026. “A desconstituição da eleição poderia causar mais problemas do que a manutenção do resultado atual”, pontuou o desembargador em sua decisão.
Fortalecimento
O episódio expõe a profundidade das divisões internas do PT no Maranhão, que envolvem não apenas divergências sobre condução e rumos da legenda, mas também a formação de alianças estratégicas para as próximas eleições. A vitória de Melo, agora respaldada pela Justiça, fortalece seu grupo político e enfraquece setores que buscavam alterar o comando partidário antes do ciclo eleitoral.
Com a decisão, a tendência é que Melo mantenha o controle do diretório até o fim do mandato, a menos que novas reviravoltas jurídicas ocorram. O resultado, porém, não elimina a tensão entre as alas internas — que continuam disputando espaço e influência sobre a condução da política petista no estado. Para observadores, o desfecho judicial garante estabilidade no curto prazo, mas não dissipa as disputas que, historicamente, marcam o PT maranhense.
Quer receber as da sua cidade, do Maranhão, Brasil e Mundo na palma da sua mão? notícias Clique e fique por dentro de tudo! para acessar o Grupo de Notícias do O Imparcial AQUI
Siga nossas redes, comente e compartilhe nossos conteúdos:
Por Samartony Martins