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Caso Domingos Paz: vereadores tem 48h para criar nova Comissão de Ética para dar parecer

O vereador em questão, presente na sessão, reiterou sua negação às denúncias em várias ocasiões.

SESSÃO FOI MARCADA POR PROTESTO DE REPRESENTANTES DE 54 ENTIDADES DA SOCIEDADE CIVIL ORGANIZADA
SESSÃO FOI MARCADA POR PROTESTO DE REPRESENTANTES DE 54 ENTIDADES DA SOCIEDADE CIVIL ORGANIZADA

Durante a sessão ordinária desta segunda-feira, a Mesa Diretora da Câmara Municipal de São Luís tomou medidas significativas em relação às acusações de estupro e assédio sexual que pairam sobre o vereador evangélico Domingos Paz. Em um esforço para assegurar a integridade do processo, foi instituída uma nova composição da Comissão de Ética e Decoro.

O vereador em questão, presente na sessão, reiterou sua negação às denúncias em várias ocasiões. Contudo, representantes de 54 entidades da sociedade civil organizada, associadas ao Fórum de Mulheres Maranhenses, ocuparam a galeria da Casa para exigir celeridade e a cassação do mandato do vereador, protestando contra a demora na análise do caso.

Inicialmente, o processo enfrentou um obstáculo quando o presidente da CMSL, vereador Paulo Victor, suspendeu temporariamente as atividades da Comissão, alegando incompletude de seus membros devido a licenças concedidas em favor de suplentes. No entanto, após pronunciamentos, alguns vereadores se comprometeram a integrá-la, restaurando sua composição completa.

O relator do caso, Aldir Júnior, admitiu que a falta de quórum inicialmente atrasou os procedimentos, mas assegurou que apresentará seu parecer em breve, baseado em audiências com todas as partes envolvidas. Astro de Ogum ressaltou a necessidade de o Poder Legislativo Municipal fornecer uma resposta à sociedade ludovicense, especialmente às mulheres, sobre o caso em questão.

SEM OMISSÃO


A vereadora Silvana Noely, autora de uma das denúncias contra Domingos Paz, compartilhou uma avaliação semelhante, enfatizando que a Câmara não pode se omitir diante do clamor diário das mulheres, supostas vítimas e suas famílias.

Por fim, foi estabelecido um prazo de 48 horas para que os parlamentares elejam um novo presidente, visto que o titular do cargo, Nato Júnior, está licenciado, assim como o Coletivo Nós.

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