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Grão-Pará Multimodal: o promissor investimento portuário e ferroviário

Há 6 anos a empresa está no Maranhão transformando o sistema de transporte de cargas.

Paulo Salvador diretor executivo da GPM. (Foto: Reprodução/Linkedin)

A Grão-Pará Multimodal foi criada no ano de 2016 para duplicação da estrada de ferro Carajás. A partir da avaliação de problemas relacionados ao transporte ferroviário do estado e do país, houve a oportunidade de criar soluções logísticas complementares que ajudassem a transformar o sistema de transporte de cargas.

Deste modo surgiu a Grão-Pará Multimodal, que a cada dia avança com estudos do Porto Das Águas Profundas e da ligação da Ferrovia Norte Sul.

Segundo Paulo Salvador, diretor executivo da Grão-Pará Multimodal, desde o início das avaliações necessárias para implantar as duplicações e os novos projetos portuários perceberam que “o estado tem um potencial logístico enorme. E o Arco Norte, na Baía de São Marcos, é um ponto de saída sensacional”, declarou o diretor.

Esse enorme potencial chama bastante atenção para investidores do ramo da logística internacional. “Não é a toa que foi incluído pela China na extensão da Nova Rota da Seda”, conclui Salvador.

Projetos

Os dois principais projetos da Grão- Pará Multimodal atualmente é o Terminal Portuário de Alcântara, que está em fase final do Eia Rima, iniciado em 2019 e a Estrada de Ferro do Maranhão, ainda com data prevista para iniciar o Eia Rima.

A partir dessas avaliações, Paulo Salvador afirma que está aguardando as licenças de instalação até o final de 2023 a fim de que as obras se iniciem após as chuvas de 2024, no segundo trimestre ou início do terceiro trimestre.

Esperançoso, ele acredita que a primeira fase das operações será iniciada em 2027, com a conclusão da ligação até Açailândia em 2030.

Oportunidades

No âmbito portuário e ferroviário, o que não falta é oportunidade de emprego. Há um estudo do Ministério da Infraestrutura, com base em metodologia do meio ambiente, que indica a criação de 100 mil empregos diretos e indiretos.

O diretor executivo afirma que “nas futuras obras do Terminal Portuário de Alcântara e Estrada de Ferro do Maranhão haverá contratação na fase de operação e construção.”

Paulo Salvador comenta sobre os projetos em parceria com a Federação das Indústrias do Estado do Maranhão (FIEMA) e o Governo do Estado do Maranhão, para fazerem um planejamento de formação profissional para fase da construção e operação.

Desde o início há preocupação para que a grande parte da mão de obra seja do estado e, poderá ser necessário fazer formação profissional específica.

Ele afirma, ainda, que “isso contribui para um desenvolvimento equilibrado do Maranhão”. Vale ressaltar que, dentre as funções ofertadas, há vagas reservadas aos indígenas, residentes da região de Alcântara.

Expansão para carregamentos

Com início das obras do Terminal Ferroviário de Alcântara e da Estrada de Ferro do Maranhão que está prevista para 2023/2024 e prazo médio de 7 anos, a estimativa é transportar 200 milhões de toneladas.

Essa estimativa não é somente dos projetos que estão no papel, mas incluem os já existentes. De acordo com Paulo Salvador “esse crescimento não favorecerá exclusivamente a Grão-Pará Multimodal, mas também o Porto do Itaqui, que poderá ter crescimento de 31 milhões para 60 ou 70 milhões de toneladas de embarque”, comenta. Esse crescimento vai além do nosso estado.

“O Maranhão e a Baia de São Marcos podem ter um papel muito significativo nesta nova época de crescimento que já é latente e deslumbrante”, assegura.

Rota da Seda

Recentemente o Maranhão recebeu o professor Paul Lee no evento “As Potencialidades do Maranhão na Nova Rota da Seda da China: Oportunidades de Negócios e de Desenvolvimento para o Brasil”.

O representante da Grão-Pará, o diretor executivo Paulo Salvador, contou como essa inserção do maranhão é importante.

“Os países precisam negociar a inclusão em cadeias de desenvolvimento, os que não investem em relacionamentos internacionais, estão fora do jogo. O Brasil e o Maranhão têm uma pauta de exportação baseada em commodity, produtos que não são processados.”

A Rota Da Seda pode permitir um desenvolvimento logístico e a criação das redes de desenvolvimento. Assim, o Estado não teria a dependência de 100% desses países que exportam cargas pra processamento, como o Minério negociado com a China, por exemplo.

E quando exportado, já será processado e o valor será agregado, ocasionando mais lucros para o Brasil.

E quanto maior a possibilidade dessas redes de desenvolvimento fornecer independência comercial para o estado e o País, mais produtos serão processados aqui, a exemplo do agro.

“O agro é um produto que pode ser exportado como commodity e pode ser exportado como alimento”, finaliza o executivo.

São esses os grandes investimentos trazidos pela China diretamente para o estado do Maranhão, tendo sua fase de desenvolvimento bastante acelerada.

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