CAPITAL MARANHENSE

“Surto” de muriçoca incomoda população em São Luís

Em qualquer espaço, aberto ou fechado, a presença desses insetos tem se tornado inconveniente.

(Foto: Reprodução)

“São Luís vive o maior ‘surto’ de muriçoca de todos os tempos” (@Alexjovem1); “São Luís não será mais afundada pela serpente encantada, pq (sic) as muriçocas vão carregar a ilha pra outro lugar” (@LiberdadeSlz); “O povo de São Luís levando taca de muriçoca dentro de casa” (@zueirasaoluis);  “Já chegou vacina para muriçoca em São Luís?” (@rnonatoneto).

Essas são só algumas das publicações que tem sido postadas nas redes sociais sobre a infestação de muriçocas, ou pernilongos, como queiram, nos últimos dias em São Luís.

“Em São Luís, como se não bastasse a gripe e a Covid, tá rolando surto de muriçoca”, postou @JeanePires. Sim, se você ainda não foi picado por algum mosquito desse tipo, você poe ser considerado um (a) felizardo (a). Nas rodas de conversa esse tem sido um assunto comum.

Em qualquer espaço, aberto ou fechado, a presença desses insetos tem se tornado inconveniente, pelo barulho, pela dor da picada e pela marca que deixa em algumas pessoas com maior sensibilidade na pele.

“Qualquer picada de muriçoca já me deixa um ‘calombo’ na pele. Ruim demais”, disse a estudante Natália Lima, moradora da Cohab. Ela conta que costuma fazer atividade física no Parque Itapiracó, mas que nos últimos dias tem sido impossível. “Elas mordem por cima da roupa. E são muito grandes”, comenta.

O culex quinquefasciatus, conhecido popularmente como muriçoca ou pernilongo é atraído pelo calor, chuva e sujeira. As chuvas oferecem um maior número de coleções hídricas para a proliferação dos mosquitos. Portanto, contribui para aumentar a infestação. Mas, por enquanto, o pernilongo comum está longe de ser perigoso que nem o Aedes aegypti da dengue, do vírus da zika.

Segundo Maria dos Remédios Carvalho Branco, doutora em Medicina Tropical e Saúde Internacional, pesquisadora e professora associada da Universidade Federal do Maranhão, não há com o que se preocupar, caso receba uma picada.

“A muriçoca e o Aedes aegypti são insetos diferentes, mas ambos proliferam nesse período de chuvas. É esperado que esteja alto o número de infestação do Aedes e que os casos de dengue comecem a aumentar. Em alguns municípios do Maranhão os casos de dengue já estão aumentando”, considerou a médica.

Diferente do Aedes aegypti, que gosta de água limpa, o pernilongo gosta de sol forte, lixo. O Guia de Vigilância do Culex quinquefasciatus, do Ministério da Saúde, sugere controle integrado do mosquito, uma vez que é considerado um dos mais importantes fatores de incômodo nos ambientes urbanos, além de ser um importante vetor de agentes patogênicos, tais como parasitas e vírus.

“Em situações de elevada exposição às picadas, alguns indivíduos, em especial crianças e idosos, são geralmente mais suscetíveis aos processos alérgicos, que provocam ulcerações na pele ou dermatites. Os técnicos dos serviços de controle de vetores e vigilância ambiental geralmente delimitam as áreas de incômodo em seus municípios pela frequência de reclamações recebidas. Esse mesmo recurso deve ser utilizado nas avaliações das ações de controle, após a intervenção”, informou o Guia.

Entramos em contato com a Prefeitura de São Luís para saber se existe algum plano ou ação de combate ao mosquito, uma espécie de controle integrado, como sugere Ministério da Saúde, mas até o fechamento desta matéria não tivemos resposta.

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