Quão fundo você precisa mergulhar para encontrar um tesouro arqueológico de centenas de anos? Aparentemente, poucos metros. Tudo depende do local e da sua sorte. Quem ganhou nessa loteria foi o israelense Shlomi Katzin, morador do município de Atlit, na costa mediterrânea.
Ele foi dar um mergulho na praia perto da casa em que mora, no último sábado (16/10), e voltou com uma espada usada por um soldado das Cruzadas.
Segundo texto publicado pela autarquia no Facebook, a espada estava incrustada por corais, moluscos e outros elementos de vida marinha. Apesar disso, o artefato “foi mantido em perfeitas condições, é um achado lindo e raro, e parece pertencer a um cavaleiro cruzado”, explicou em nota o supervisor da unidade de prevenção de roubos da Autoridade de Antiguidades, Nir Distalfeld.
Análises preliminares sugerem que a espada seja feita de ferro e tenha cerca de 900 anos de idade. Aparentemente, o tesouro foi revelado depois de uma mudança nas correntes marítimas que provocou ondas fortes e revolveu a areia próxima à costa.

Além da lâmina de um metro de comprimento, a arma medieval é composta por uma empunhadura de 30 centímetros e um guarda mão característico da época.
Depois de limpa e catalogada, a espada será exposta para o público. Os servidores da Autoridade de Antiguidades destacaram a boa conduta de Katzin. Temendo que o artefato fosse roubado antes que pudesse ser analisado, ele mesmo contatou o instituto e levou o achado até o edifício sede. Katzin recebeu um certificado de boa cidadania.
Por O Imparcial