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Ministro do STF determina prisão e extradição de Allan dos Santos

Blogueiro bolsonarista está nos Estados Unidos com o visto de permanência vencido

Allan dos Santos é conhecido por manifestar-se contra o STF. (Foto: Redes sociais/Reprodução)

O ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Alexandre de Moraes determinou a prisão preventiva do blogueiro e jornalista Allan dos Santos. O Ministério da Justiça também foi acionado para iniciar o processo de extradição do bolsonarista. Allan está nos Estados Unidos com o visto vencido.

“O quadro fático que tem se consolidado desde o ano passado permite concluir pela adequação e proporcionalidade da medida extrema de restrição de liberdade, pois as medidas cautelares anteriormente impostas se demonstraram ineficientes para coibir as práticas criminosas”, decidiu o ministro.

Moraes ainda ordenou que a Polícia Federal inclua o mandado de prisão na lista da Difusão Vermelha da Interpol e acionou a embaixada americana.

Ministro Alexandre de Moraes. (Foto: Marcelo Camargo/Agência Brasil)

A decisão do magistrado atende a um pedido da Polícia Federal. A Procuradoria-Geral da República (PGR) se manifestou contra a prisão. Segundo a PF, o blogueiro, “a pretexto de atuar como jornalista”, assumiu a condição de um dos organizadores de um movimento responsável por ataques à Constituição, aos Poderes de Estado e à Democracia.

A suspeita é de que essas ações podem ter sido financiadas com recursos públicos a partir de sua interlocução com a família Bolsonaro e parlamentares alinhados ao governo.

Bloqueio das redes e bancário

Moraes determinou ainda que sejam bloqueadas todas as redes sociais vinculadas a Allan dos Santos e ainda suas contas bancárias. Ele também não poderá receber recursos das redes sociais por produção de conteúdo. O STF autorizou as quebras do sigilo sobre as transações financeiras e dos dados de mensagens e e-mails desde janeiro de 2020, como solicitado pela PGR.

Para os investigadores, o alto volume de doações recebidas pelo blogueiro em seus multicanais é suspeito. Há registro de repasses de diversos servidores públicos, sendo que um deles fez transferências de R$ 40 mil.

Allan ainda é investigado no Supremo em dois inquéritos: o que apura a divulgação de fake news e ataques a integrantes da Corte, e no que identificou a atuação de uma milícia digital anti democrática e contra as instituições do país.

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