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Policiais são afastados após matarem maranhense que enalteceu Lázaro em rede social

Hamilton Cesar Lima Bandeira, de 23 anos, morreu na última sexta-feira (18).

Hamilton Cesar Lima Bandeira, de 23 anos, foi morto por policiais. (Foto: Arquivo pessoal)

Três agentes que participaram da morte do jovem Hamilton Cesar Lima Bandeira, de 23 anos, na última sexta-feira (18), foram afastados pelo comando da Polícia Civil.

Leia também: Jovem enaltece Lázaro, reage a abordagem policial e é morto

A morte aconteceu no povoado Calumbi, no município de Presidente Dutra, no Maranhão, após Hamilton fazer uma postagem nas redes sociais desejando “boa sorte” a Lázaro Barbosa, assassino procurado há 13 dias em Goiás.

Após a postagem, três policiais civis da Delegacia de Presidente Dutra foram até a casa de Hamilton e efetuaram dois tiros contra o jovem. Ele chegou a ser socorrido e levado para um hospital da região, mas acabou não resistindo aos ferimentos e morreu.

Postagem de Hamilton desejando “sorte” ao Lázaro. (Foto: Reprodução/Facebook)

Segundo os familiares de Hamilton, o jovem era pacífico e a postagem feita nas redes sociais era fruto dos transtornos mentais que sofria desde criança.

Ainda de acordo com os familiares, os policiais “invadiram” a residência sem uma determinação da Justiça.

Já o delegado de Presidente Dutra, César Ferro, conta que os disparos aconteceram porque o jovem não atendeu ao chamado dos policiais e ainda fez ameaças com uma faca. O pai, a mãe e o avô de Hamilton contestam a versão.

Nesta segunda-feira (21), o promotor de Presidente Dutra, Clodoaldo Araújo, informou que se reuniu com os policiais a frente do inquérito, aberto para apurar as circunstância da morte, e fez recomendações.

O ministério Público do Maranhão e a Secretaria de Estado de Direitos Humanos (SEDIHPOP) também estão acompanhando o caso.

Além do afastamento dos três policiais envolvidos no caso, o comando da Polícia Civil também enviou agentes do Departamento de Homicídios e da Superintendência de Prevenção e Combate à Corrupção (Seccor) para investigar a conduta dos policiais.

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